Ontem pela tarde, como de costume, resisti ao domingo cinzento até render-me ao sono que sempre me atinge. Lá pelas 16h da tarde então, fechei as janelas do quarto, peguei um cobertor, deu tchau pro mundo e fui lá, dormir em paz.
Acordei em torno das 19h. Quão grande foi minha surpresa quando a tevê não estava ligada no Faustão! Comemorei no silêncio e sai do quarto. Porém, não havia ninguém em casa. Silêncio. Fabuloso silêncio.
Passei por todos os cômodos e não encontrei ninguém. Era como se tivessem sumido. Já assistiram "Extermínio", do Danny Boyle? Assistam, vale a pena. Era como eu me sentia. Era como se eu tivesse ido dormir e de repente, durante meu sono, a humanidade havia sido exterminada. Boa parte dela pelo menos. Iupiiiiii!!!
(Sim, eu comemorei. Imaginei-me vagando pela cidade, deserta, adquirindo todos os gibis possíveis. Coisa de louco.)
Ao descer as escadas em direção ao primeiro andar e a casa dos meus tios, senti um cheiro de algo assando no forno. Logo imaginei a cena: o último assado antes do fim, a refeição inacabada em cima da mesa, que pra sempre me lembraria da minha família. Tocante. Entrei na casa deles. Dei de cara com a minha prima e com o meu tio. Não, a humanidade não havia acabado. Droga.
Pedi para meu tio o que aconteceu e ele me disse o que eu esperava: depois de passar o fim de semana inteiro espirrando e tossindo, meu irmão e minha mãe finalmente resolveram ir ao plantão. Junto com eles, meu pai e minha tia, e claro, uma fila enorme de pacientes, esperando para serem atendidos.
Voltei a minha cama e retomei a leitura de "Harry Potter e o Enigma do Princípe" que havia iniciado antes de ir dormir (200 páginas só no domingo - OWNED!). Quando era umas 21h10min, depois de perceber que eles demorariam (e que os dois doentes não jantariam provavelmente) fui jantar eu. Batatas, carne no forno, pepino e tomate. E farinha. Sobreviveria alguns dias com aquela refeição? Não sei...
Lá pelas 22h chegaram os dois. Abatidos, com uma receita médica na mão e a expressão de que não, não estava tudo bem. Os dois estão com princípio de pneumonia. Fui dormir aliviado que estava bem. Neste exato momento, são 16h56min e minha cabeça está explodindo, quente como o Tocha Humana. Um verdadeiro cometa. Maldito apelido.
Esse depoimento febril serve para confirmar as minhas teses de que George Orwell estava certo. Qualquer um que leu o livro "Revolução dos Bichos" de Orwell logo relacionou a supremacia dos porcos no final do livro com o fato de eles talvez serem os culpados pela nova gripe que está assolando o mundo. Ok, EU RELACIONEI, minha imaginação é fértil, E DAÍ?
Como diria George Carlin, filósofo e comediante, "the planet is fine, the people are fucked" (clique aqui para maiores informações). A gripe suína, seja uma arma biológica ou não, está colocando o mundo em xeque. Enquanto no Brasil as pessoas se preocupam, talvez porque a gripe atingiu bem no inverno o nosso país (o que se ressalta aqui no sul - para nossa sorte ¬¬''), na Europa, em países como Inglaterra, por exemplo, o governo já decretou que não irá mais parar aulas e atividades por causa de algum suspeito. Aliás, na Inglaterra as pessoas estão realizando festas de gripe suína. Isso sem citar o fato de que ela atinge toda a comunidade britânica, sejam humanos ou bruxos (tosqueiras inglesas: cortesia do Twitter do meu irmão).
O fato é que, com gripe suína ou não, o horror está tomando conta. Na ânsia de saber se está contaminado ou não, as pessoas lotam os plantões no momento em que começam a tossir, sem saber que caminho tomar. As vezes pode ser algo sério, como o pessoal lá de casa. As vezes não. E isso é preocupante.
Só sei que os porcos são culpados. Sempre destratados frente a comunidade, como a musical, por exemplo, em obras como "Pigs On The Wing" e "Pigs: Three Diferent Ones" do Pink Floyd (inspiradas realmente no livro de Orwell), "War Pigs", do Black Sabbath e a belíssima peça "Piggies", dos Beatles (uma obra com ar renascentista, cortesia de George Harrison no Álbum Branco. Clique aqui para ouví-la). Enquanto a primeira refere-se ao livro e a segunda aos horrores da guerra, a terceira fala sobre Charles Manson. Ou seja, os porcos sempre são tratados como escória. Nada mais natural que uma hora ou outra eles se vingassem.
Então, fico sentando esperando minha gripe, suína ou não, passar, e esperando chegar a gripe ou a vacina lupina. Afinal, será que em tempos de porcos destruindo a raça humana, os lobos seriam tão mal vistos como na história? Só o tempo dirá... Quem viver, verá. E eu me encaixo no último quesito.
5 comentários:
coitadinhos dos porcos.
pior é o macaco chico da novela....
Olha... tudo bem alguns porcos serem "a escória" mas no setor espacial 647, mais epecificamente em Bolovax Vik, existe, (existiam) inúmeros "suínos" e um deles é hoje um dos mais fodas lanternas...
O Killowog! \o/ !
Bah velho.... "eh muuuuito cutomizável"
Eu devolvi a porra do livro né?
Vamo joga kcet!
:P
"Todos animais são iguais, mas alguns animais, são mais iguais do que outros"
"Já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco..."
George Orwell ROX!
ok amigo ruivo, admita, você aprendeu hoje a linkar coisas no seu blog e se emocionou não?!
piadas a parte, este texto me fez ver que eu realmente tenho que ler de novo hp 6 e tomar vergonha na cara e ler as obras George Orwell...ó desgraça.
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