Mediocridade Musical

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Ok. Todo mundo já leu esse post.

Não, eu não enchi a cara de novo. É só porque vou falar de algo que aconteceu lá pelas tantas nesse dia também.

Semanas atrás, fui no Portal Bowling com uma galera, comemorar o aniversário de um amigo. Era pra banda A4 estar tocando, mas de última hora trocou a banda e eu acabei não descobrindo o nome dela. Mas enfim, o que é importa é o seguinte: exatamente como no show daquele dia do post supracitado (adoro essa palavra), a banda tocou Smoke on The Water e Born To be Wild. Também tocou Another Brick On The Wall e Twist and Shout. E a galera curtiu horrores.

Daí eu me pergunto: porque ir pelo caminho mais fácil? Ok, são clássicos do rock, que todo mundo conhece, mas no momento em que eu vejo eles serem executados em um boliche (!) com tiazonas balzacas solteironas enchendo a cara de champagne e dançando (!!!) pra mim eles perdem todo o seu valor.

Passado aquele findi, sexta-feira da semana passada, minha querida banda Os Valdo's foi tocar em Novo Hamburgo, no Pop Cult, viagem bacana, galera na van fora da casinha, paradas pra mijar no caminho que foram no mínimo hilárias, tudo correndo da melhor maneira possível. Na hora do show, levemente atrasado, tudo correu bem. Errinhos normais, talvez um pouco de falta de experiência no palco (Expressão NÃO conta), uma afobação aqui e a ali, mas no saldo geral, positivo. A príncipio fiquei com um pouco de medo por causa do nosso repertório, já que a princípios, não tocamos muitas músicas "lugar comum", que tem a garantia que a galera curta. Porra, a gente toca I'm The Walrus, Peace Frog e Baba O'Riley! Meu medo era meio que justificado pelo fato da gente só ter tocado no Expresso, lugar onde esse tipo de música não surte o menor efeito...

Então, lá pelas tantas, tocando Baba O'Riley, eu extremamente indignado com o fato de não ouvir o meu microfone, chega a seção da música em que eu canto. Comecei a cantar sem me ouvir mesmo. Pensei "bom, fudeu". Quão grande foi a minha surpresa quando eu ouvi a galera cantando! Eles CONHECIAM a música!!! Foi um daqueles momentos fodas que ficam marcados na memória em cima do palco. A dobradinha My Generation / I'm The Walrus depois também convenceu e no final acredito que a galera curtiu o show.

Depois, era a vez da banda John Coffee. Um pouco antes do show, o Renato veio me falar "acabei de ver o repertório deles... adivinha o que eles vão tocar?". Olhei pra ele com aquela cara de ¬¬. "Sim" ele respondeu "Smoke On The Water e Born to Be Wild".

Resolvi ir lá ver eles tocarem. Depois de abrir o show com uma versão guitarreira da tarantela, que ficou bem bacana por sinal, eles emendaram um Cachorro Grande e Franz Ferdinand. Depois Smoke on the Water. Depois de algumas próprias (que não tinham muito a ver com os covers) eles avisam que vão tocar Led Zeppelin e iniciam Good Times Bad Times.

Não queiram tocar Led Zeppelin errado na minha frente.

A partir dali, de alguns simples deslizes do baterista, já fiquei de cara virada pra banda. Depois de Led, acho que alguém da banda pensou "bah, a gente já toca Led e Deep Purple, só falta tocar Black Sabbath!!!". Sim. Eles tocaram Iron Man. Com direito a toda galera fazendo "ooo ooo o-o-o", acompanhando o riff.

Eles tavam de terno. DE TERNO! Não se toca Black Sabbath DE TERNO!!!

Acabou o show com Born To Be Wild. Uma coleção de lugares comuns do mundo da música. E claro, naturalmente, a galera curtiu. Menos eu.

Eu sou chato. Sério. Chato mesmo. A banda tem que ser muuuuuito boa pra fazer eu desligar a função "baterista" e ligar a função "público" na minha cabeça. E isso normalmente só acontece com bandas cover. Até isso não acontecer, eu vou ficar observando o show de modo analítico e virginiano, achando erros e tentando provar que se fosse eu no palco, teria feito melhor.

Eu não consegui nem dançar as músicas que tocam no intervalo dos shows. Pra mim, bom mesmo é ficar em cima do palco e fazer a galera dançar, não dançar olhando pro palco. Infelizmente, eu sou assim. O que nos leva ao segundo assunto.

Sábado, a Os Valdo's concorreu no Festival de Talentos do Sesi. Mais de 20 bandas de Caxias concorreram na categoria composição inédita, na qual inscrevemos Trombadinha de Corações. Galera reunida, maior correria, a banda inteira cansada (chegamos em Caxias sábado as 7h da manhã, pra tá no Sesi pra passagem de som as 14h... calcula), tudo pra dar errado. Passamos o som mal e porcamente graças a uma banda TOSCA que ficou MEIA HORA enrolando em cima do palco e no final nem tocou (não vou dizer o nome, mas VALEU THE ESSENCE!!!) e ficamos lá, esperando a nossa vez. Passadas as bandas de Bento, fomos pro "camarim" (os sanduíches tavam ótimos), vimos a Trippers tocar e esperamos a nossa chamada.

Depois da Caterpillar, subimos no palco. Depois da euforia inicial de ouvir "Trombadinha de Corações, composição de Samuel 'Cometa' Rodrigues". Fui montar a bateria. Tudo errado. O prato de ataque tava gigantescamente longe. O prato de condução que eu achei que ia ficar na bateria, não tava mais lá. O chimbal eu não montei porque não ia dar tempo, só joguei os pratos lá. Tudo isso depois do mestre de cerimônia já ter apresentado a gente duas vezes e depois do nosso vocalista já ter apresentado a banda. Todo mundo, só me esperando. Enfim, depois de um minuto de espera, começamos a tocar.

Então... uma baqueta quebra.

Continua...

Receita Para um Findi Bombástico!!!

Para começar, acorde sábado ouvindo três pessoas reclamarem pela casa. Você não tem nada a ver com nada, mas tem que ouvir do mesmo jeito. Levante, tome banho e vá almoçar fora, sabendo que vai ter que ouvir o caminho inteiro. E ouça até suas orelhas ficarem vermelhas. E acima de tudo, responda. Elas odeiam quando tu não responde.

Depois disso, siga sua vida até novamente. Até depois do ensaio, quando você irá no mercado com ela. Aí então, faça tudo direitinho. Daí quando chegar em casa, prepare-se: "a dinda tá fazendo estrogonofe e pediu o que tu vai fazer de janta, se tu quer um pouco". "De janta?! Eu nada! Eu vou tomar um chá e vocês que se virem!".

Então mais tarde, espere começar o filme da HBO, as 21h (Hancock, "good job"). Vá até o quarto dela chamar ela pra assistir. Ela vai tá dormindo. Aliás, já tava há tempos. Chame o seu pai. Assiste o filme com ele. Acaba as 22h30min. Põe no Telecine e vê o outro filme até o fim com o seu pai (Missão Babilônia, ininteligível). Ele vai dormir porque vai ver a corrida cedo amanhã. Ela nem deu boa noite.

Então, curtindo a solidão, prepare a seguinte solução bombástica:

Duas bananas (se tiver meio verde, melhor ainda, tu vai eliminar metade dela jogando fora)
Nescau (Energia Radical!)
Faca, colher de chá laranja e garfo branco (não, não precisa de tesoura sem ponta)
Primeiro, descasque as bananas e corte-as com a faca de modo que a casca fique no lixo e a banana no pratinho.
Depois, com a colher de chá, misture bastante nescau sobre as bananas. Então...
...pronto! Você está pronto para curtir uma noite solitária em casa assistindo o Killers tocar "Human" no SNL (olha o Brandon e o seu tecladinho ali atrás) e comendo banana com nescau porque sua mãe ficou o findi inteiro fazendo questão de relembrar que você não tem sido um filho muito presente ultimamente e que você podia sim, ser uma pessoa muito melhor... O domingo não foi muito diferente. Se isso não é o início do meu inferno astral, não sei o que poderia ser...

Que findi que vem seja melhor... boa semana a todos.

Um Feliz Domingo em Família!

Depois de uma sexta que eu não me lembro o que aconteceu (sério, não lembro mesmo...) e de um sábado no boliche que me lembrou levemente o sábado fatídico (sim, aquele...), seja porque eu bebi horrores e misturei tudo, porque eu tava com a mesma roupa, porque eu fiquei na seca, porque a banda tocou as mesmas músicas ou porque simplesmente eu me diverti horrores novamente, chegou mais um domingo destinado a ficar trancado no quarto desenhando com giz de cera.

E realmente ele começou assim. Mas logo foi interrompido, por mais um programa "Domingo Feliz em Família!".

¬¬''

O convite foi suspeito. Ouvi meu pai falando "convida os guris", ele próprio querendo ficar sozinho em casa com a TV. Ouvi minha mãe "magina se eles vão ir". Pedi inocentemente "onde vocês vão?". Na UCS, para minha prima passear de bicicleta. "Posso levar meu blocão e meus giz-de-cera?". Deve. "Ok, deixa eu por um bermudão."

Depois de trocar de roupa, ver minhas pernas depois de muito tempo sem usar um calção e de ficar dez minutos atrás de chinelos, lá vai o Samuel com a família inteira (sério, todo mundo!) a bordo da van pequena em direção a UCS. Mas primeiro, uma paradinha no posto pra abastecer, ver a van grande e comprar um picolé.

Dez minutos. Parados.

Felizmente, o picolé de pêssego tava ótimo (uma boa dica para não dividir nada com ninguém, peça algo que só tu goste do sabor... funciona e faz você se sentir péssimo!). Meia hora depois de sair de casa, chegamos no cenário caótico da UCS. E não tô falando da entrada nova. Entre a UCS no domingo e um posto de gasolina só falta... a gasolina.

Sério, o lugar tava LOTADO. Estacionamos atrás da biblioteca (você sabia que TEM um estacionamento ATRÁS da biblioteca?) e lá ficamos. Minha prima saiu para andar de bicicleta com o meu tio atrás, meu irmão saiu caminhar e eu fiquei na sombra, com meu pai, minha mãe e minha tia dividindo o chimarrão.

Depois de alguns papos inúteis, algumas alfinetadas alheias e xingamentos sobre futebol, cerveja, música alta e não ter o que fazer no domingo a tarde, volta todo mundo ao ponto de início. Então, meu pai e meu irmão saem para visitar meus avós paternos que moram ali perto e trocar a água do chimarrão. Meu tio e minha tia voltam e se unem a minha função de desenhar. Alguns minutos de calma.

Meu pai e meu irmão volta. Minha mãe comenta sobre meu avô estar nos últimos dias. Eu não gosto do comentário. Meu pai concorda comigo. Minha mãe discorda dos dois. O sol vai embora. Sabe quando o tempo começa a fechar?

Felizmente, logo vamos embora. Antes de sair, porém, minha mãe pede "uma foto em família". As primeiras vítimas somos eu e meu irmão. Eu explico pra ela cuidadosamente pra tirar a foto na horizontal e perto da gente se quer um close do rosto, ou na vertical e de longe, se quer o corpo inteiro. Ela ouve as dicas pacientemente e agradece, segundo ela, pela "patada" que eu dei. Mas eu só tava explicando como tirar melhor as fotos!

Fotos tiradas, mãe emburrada, hora de fotografar meus tios e minha prima. Essa última, cansada, resolve se emburrar e sair correndo, sem querer tirar foto. Minha tia pega ela pelo braço e joga pra dentro do carro. "Vamo embora" foi a palavra de ordem. "Quando a gente chegar em casa se entende". Eu pego a câmera e tiro uma foto minha e do meu irmão. Sai parecida com essa. Mostro pra minha mãe. Ela odeia. Eu olho pro meu irmão e falo "e assim acaba mais um feliz domingo em família". Minha tia e minha mãe fuzilam nós dois com os olhos. Fim.

Vamos pra casa. Todos vivos, mas ansiosos pela segunda-feira. Cuidado. Sol, calor e tempo bom afastam as pessoas. Felizmente esfriou. Que venha o próximo domingo.

Ah, sexta fui beber com o chefe e com a Celli. Uhuuuuu!!!!

"Here Comes The Sam, tchurururu..."

As vezes, a simplicidade nos presenteia com momentos incríveis...

Neste domingo de dia dos pais, depois de uma madrugada ociosa e imprestável (sexta cheguei às 4h da manhã semi-bêbado, sábado cheguei a... 1h30min?) assistindo o desenho do Batman, um documentário do aniversário do John Lennon e coisas que passam de madrugada que não convém citar aqui (madrugada ociosa, calculem...), me deparei com um dia inteiro para não fazer absolutamente... nada.

Domingos assim normalmente são destinados a ócio total e são ocupados com um sono despretensioso, como se o mundo não tivesse rodando lá fora com milhares de coisas bacanas para fazer e você realmente pudesse perder uma tarde dormindo. Mas não, comigo não!!! Resistindo firme e forte, e sendo auxiliado pelo fato de que meu pai e meu irmão estavam ocupando a TV (minha mãe tava dormindo, como de costume), me tranquei no quarto e só com a luminosidade pálida da neblina que entrava pela minha janela, me atrevi a ter um domingo... simples.

Primeiro, ataquei a pilha de "Heavy Metal", revista americana de quadrinhos que tá na minha mesa há um século, cortesia do chefe que as emprestou depois de me prometer durante um ano e ter achado elas sem querer numa limpeza da casa. 100 páginas de quadrinhos internacionais, tudo em inglês (jura?!), cada um com um traço diferente e loucuras pessoais, de artistas principalmente europeus (a revista era feita na França e reimpressa nos EUA). São histórias curtas, a grande maioria sem um final e sem muito sentido se lidas sem saber do que a história maior tratava. Porém, talvez aí que está a magia da coisa: como não havia toda aquela carga histórica de saber o que aconteceu antes, eu pude me deter a detalhes que normalmente passam na leitura normal, como estilo de texto ou até mesmo os desenhos. Talvez por causa do tamanho da revista (o tamanho de uma Veja, digamos, maior do que o tradicional formato americano das HQs comuns) ou dos temas variados - de ficção científica a coisas que não convém citar, mas que passam de madrugada na TV a cabo - a experiência toda acaba se tornando algo muito interessante. Ainda tem umas dez lá, esperando avidamente para serem devoradas. Aguardem-me.

Depois de terminar a revista, com a cabeça cansada da leitura, resolvi relaxar. Pus Beatles tocar no celular (sério, mesmo sem querer, o XpressMusic 5130 foi a melhor escolha que eu podia ter feito) e me sentei na cama. Bloco de folhas A3, Beatles e... giz de cera. E dê-lhe desenhar.

Agora para pensar: quanto tempo você não para tudo e resolve desenhar? Eu deveria fazer isso mais vezes, já que tem a ver com o meu trabalho e tudo mais (e sendo fã de HQs, é o mínimo...), mas paro para pensar: quantas vezes aquele momento vazio, aquela hora que a cabeça fica sem ter o que pensar e acaba pensando besteira, quantas vezes esses momentos não seriam curados simplesmente pegando um papel, uns lápis de cor e... desenhando?

E assim passou voando a minha tarde. Ao som de Beatles, fui colorindo o que vinha a cabeça. Comecei fazendo um auto-retrato, algo que venho treinando há algum tempo, tipo uma assinatura, que quando eu conseguir reproduzir no computador eu trago pra cá. Foi quando começou a tocar no celular "Here Comes The Sun". Olhei para o desenho que tinha feito e, no momento de epifania, surgiu a brincadeira do título do post: "Here Comes The Sam..." (e que acreditem ou não, começou a tocar AGORA no meu Media Player no PC). Naquele momento eu parei e pensei "ok, será uma tarde agradável".

Foram umas cinco páginas, até acabarem as canções que eu tinha no celular. Foram parar no papel "She's Leaving Home", "Being For The Benefit Of Mr. Kite", "Lucy In The Sky With Diamonds", Yellow Submarine" e muito mais... o dia tava branco lá fora mas naquele momento eu tava deixando ele mais colorido. Beeeeeem bacana.

Depois de desenhar, fui pro videogame. Depois do videogame, fui ver TV. Aí eu só queria jantar e dormir e acabar o domingo pra vir pra cá e escrever de uma vez. Na próxima vez que precisar de sorrisos fáceis, lembre-se da receita: folhas em branco, giz de cera e simplicidade. Se o seu irmão entrar no quarto e falar "mas tu é nerd mesmo, hein?" nem dê bola. O segredo é saber curtir as coisas simples da vida.

No caminho pro trabalho, hoje de manhã, ouvindo músicas aleatórias no celular, saí de casa ouvindo "Carry That Weight", do Abbey Road. Quando acabou, pensei "bem que podia tocar The End". E, em meio as mais de 100 músicas que tinha pra tocar, tocou "The End". Quem já ouviu o Abbey Road sabe a emoção que senti. Pra quem não ouviu, entenda assim: foi algo simples, quase nada. Mas foi ótimo!

=)

O Coração e a Mente

Eu não costumo colocar textos alheios aqui no blog (não por questão de ser autoria dos outros - mais porque eu sou um maluco egocentrista que acha que só o que eu faço tá certo) mas esse aqui me capturou numa tarde de quarta como uma pokebóla captura um pokémon dormindo (e essa analogia ganhou fácil fácil o prêmio de pior do ano):

"Escuta, coração, vamos combinar um jeito de nos entendermos. Não é nada fácil viver com tantas dúvidas e reviravoltas inesperadas. Às vezes tudo parece calmo. Nada pode atrapalhar um sentimento tão estável. Tá legal... Eis que ela aparece: linda, simpática, com uma boca de deixar qualquer ser humano louco.

Eu paro e penso: calma! Não vai acontecer nada. É só você ficar na sua. E quando menos espero já estou do seu lado conversando sobre a vida. Sabe aqueles papos super sinceros de primeiro encontro? "Eu não gosto de qualquer uma." "Nem eu." E o pior é que todo mundo diz e pior ainda é que todo mundo acredita!

Telefones trocados. Hora de ir embora. Hora de dormir. Hora de ir pra casa. E eu... Vou pra praia tomar água de coco e pensar naquela boa... Quer dizer, naquela conversa.

O tempo passa e eu querendo ligar. Querendo combinar de sair. Não posso! Preciso parar de pensar nisso... Se lembra, coração, do sentimento estável?

Eu ligo. A vida é pra ser vivida. Do outro lado a voz mudou. Não é mais sedutora como da primeira vez. "Claro, a gente pode se ver... Com a galera."

É, coração. Parece que você não é o único instável por aqui. E assim nesse vai e vem de esperança, tesão e desprezo o tempo passa e os encontros também. Sempre deixando aquele gostinho de como poderia ter sido bom o beijo no final. E no final...

Vou ligar. Não, vou mandar uma mensagem. Sei lá! Eu ligo... Ninguém atende. Vou mandar a mensagem. Desisto. Cheguei em casa. Hora de dormir.

E assim a vida passa... Aquele sentimento estável já não parece tão seguro assim. Sabe aquela história de que o gato subiu no telhado? "Oi, amor! Olha... Meu coração mandou dizer que o telhado tá escorregadio!"

Alguém uma hora acorda. Ou melhor, todos nós acordamos em momentos diferentes de nossas vidas. A juventude passa junto com os amores. Estáveis, instáveis... Freud explica. Ou não.

Quantas bocas nós beijamos pra depois querer desaparecer? Quantas vezes queremos desaparecer por não beijar uma boca? Quantas bocas, coração, vão passar até eu entender como você funciona?"

O bacana é que você chega no fim do texto e, ao invés de ele dar uma resposta, como a maioria dos textos auto-ajuda que recebemos por e-mail, ele simplesmente diz "É isso e não há o que lutar contra. Se fudeu."

Detalhe para a parte que diz "a juventude passa com os amores". Amar-se é manter-se jovem, faz bem pro coração e pra pele. E ouvi dizer que emagrece (mas só nas primeiras vezes, depois que se descobre o segredo não adianta mais). É possível amar-se a vida inteira, mas tudo é mais colorido quando se é novo. Ah, soubesse eu disso antes... ("O" velho...)

Impossível não se enxergar em algumas das situações acima. A mensagem enviada. Os amigos ao lado. O beijo. A falta dele. Ô, indecisão! É algo que não tem como fugir. A menos que o seu coração seja um Pikachu desgarrado, que não permite ser capturado (ok, tirem o prêmio da analogia lá de cima...), você já passou por umas e outras por causa dele. E nem vem: você gostou.

Aquele frio na barriga. A hora da conquista. O flerte. A fala que, de tanto tentar esconder algo nas entrelinhas, acaba gritando "EI, PRESTE ATENÇÃO EM MIM!!!". Ô, coração, pra que complicar as coisas...

"Ora, porque?", o coração deve se perguntar. "Ficar só bombeando sangue o dia inteiro me cansa. Assim me sinto mais útil". Ô, coração...

Xinguei o texto mas também não tenho respostas. O que fazer? Não sei... Manter-se jovem, pra amar mais tempo e poder acertar e errar bastante. Como manter-se jovem? Ah, aí é oooooooooutra história...

Sam McQueen joga os joguinhos do seu celular novo para manter-se jovem eternamente. E garante que funciona. Ah, e créditos a Fer, que me mandou o texto e aguenta minhas histórias, só porque eu aguento as delas... xD

Delírios de Consumo de Sam McQueen

"Olá querido diário! Tudo bem?

Neste fim de semana eu fiz uma das coisas que mais gosto: compras. E você sabe como eu ADOOOOOOOORO fazer compras. E sabe como eu gosto mais ainda quando elas dão certo, o que não foi o caso. Vou contar para você como foi."

No fim da tarde de sexta-feira, eu fui comprar um celular novo. A loja fechava as 19h, cheguei lá quase nessa hora mas eles me atenderam. Muito queridos. Escolhi o celular mais barato da Nokia (tinham três modelos, um R$ 150,00, um de R$ 300 e um de R$ 800 - não foi difícil...). O de R$ 300 tinha um teclado gigantesco (acredito que dava pra twittar @__@) e o de R$ 800 era um Smart Phone (que COM CERTEZA acessa o Twitter) mas eu tenho outros vícios pra alimentar, como você lerá a seguir. Logo, adquiri o de R$ 150. Ou pelo menos achei que ia conseguir facilmente... =/

Eu recebo minha conta de celular no fim do mês. Logo, pago no início do mês seguinte. Logo, não tinha pago ainda. Logo, a Senhora Vivo não deixou eu adquirir o meu celular. Resultado da brincadeira: "faz assim, amanhã de manhã tu paga tua conta numa lotérica e vem aqui e a gente informa a Vivo que foi pago", disse o carinha da loja. Eu pedi: "tem que ser de manhã?". Resposta: "sim, a gente só trabalha das 9h as 13h no sábado". Ô, meeeeerda... De repente, eles não eram mais queridos.

Sábado de manhã, às 8h30min, Samuel levanta. Frio. Se recusa a tomar banho. Toma Nescau, não tinha café. Vai pro centro. Paga a conta. Vai pra loja da Vivo. Eram já umas 9h30min. Os carinhas da loja informam a Vivo que eu paguei a conta e... demora de 2h a 4h horas pra eles darem baixa e liberarem o celular. Ou seja: espera mais um pouco e torce pra que até a 13h da tarde fique tudo certo.

Acordei as 8h30min. OITO-E-MEIA-NO-SÁBADO! E tenho que esperar!

Daí eu joguei tudo pro alto. Ah é, eu tenho que esperar! Foda-se. Fiquei frustrado. O que fazer quando se está frustrado: gastar! Começava aí a peregrinação pelas bancas de cidade.

A primeira escolhida foi a dos camêlos. No caminho, um bando de gaudérios passando na Júlio, trancando o trânsito e deixando um rastro de merda no caminho. Cheirinho agradável pra uma manhã de sábado. Fiquei olhando e esperando eles passarem. Na hora de atravessar a rua, só sinto meu pé pisando em algo que gerou um som parecido com "SPOOOSHHH". Ô, meeeeerda...

Fiquei tão chocado que resolvi subir direto em direção ao centro. Na banca da praça, uma surpresa: "Astro City: Inquisição" nas bancas! Viva a Devir! Fui na San Remo comprar (a diferença que faz aceitarem o Banricompras...). Primeiros R$ 40,00 gastados. E um menino feliz.

Saí dali e fui pra Multisom. Os CDs do Led Zeppelin tão R$ 15,00, logo, fui lá inocentemente completar minha coleção. Promoção: 1 CD por 15,00, 5 por 60,00. Depois de fazer as contas e descobrir realmente que era uma promoção, escolhi os meus cinco CDs e indaguei um dos atendentes se eles aceitavam Banricompras. Ou melhor, aguardei ser atendido, já que haviam QUATRO atendentes atendendo NINGUÉM no balcão de instrumentos e UM atendente cuidando das pessoas que entravam e dos CDs, sendo que ele tava varrendo o chão. Como diriam meus compatriotas de Twitter, Multisom #fail...

Na hora de ir pro caixa, já empolgado com cinco CDs novos, a atendente realiza a venda, passa o meu cartão e então se lembra, RINDO: "Ah, droga, esqueci... a nossa maquininha de Banricompras não tá funcionando... não te avisei moço... eu não sei se volta hoje ainda...". Pedi pra ela se voltava ainda durante a manhã, já que estava condenado a ficar até a 13h no centro. Ela respondeu "não sei te dizer moço... tu não quer voltar mais tarde, de repente já tá funcionando?". Não, não quero voltar mais tarde. "Tu quer que eu deixe os CDs reservados pra ti?". Não, não quero que tu deixei os CDs reservados pra mim. Eu queria que vocês tivessem me avisado disso meia hora antes. Odeio vocês, Multisom.

Sai de lá sem os meus CDs e mais frustrado ainda, só com o gibi embaixo do braço e ainda sem celular. Fui pro Pratavieira (não se percam: loja da Vivo na pinheiro, atravessa galeria até a Júlio, pisa no cocô do cavalo e vai pra Sinimbu, sobe até a San Remo depois da Catedral, vai na Multisom e desce até o Pratavieira. Vou por um GPS no blog) e depois de passar na banca (sim, eu vou em TODAS) fui babar na vitrine da T-Shirt Store (a verde com um trevo e o "Lucky Boy" é MINHA!). Na Virtual, fiquei apreciando as coletâneas de Jazz. Um dia terei grana pra excentricidades. Enquanto isso, sigo com as nerdices mesmo.

Desci pela Sinimbu e, de volta ao Maravilhoso Reino de Camêlot, bate a tentação: jogos de Wii. Daí fiquei naquela... compra, não compra, compra, não compra... já era quase meio dia. Resolvi ir pra loja ver se conseguiram liberar meu celular. No meio do caminho, passei pela Matrix. Parei e voltei (repararam como vou e volto muito?). Fui ver preços de pratos de bateria. Como são caros! Ainda bem que sou um cara minimalista em relação a bateria, só meu ego que é grande mesmo... preços anotados, vou a loja da Vivo novamente.

Mentira. Voltei aos camêlos. Comprei dois jogos. Em poucos minutos, mais R$ 40,00 gastos. Tudo no cartão. Viva a tecnologia. R$ 80,00 gastos em uma manhã. Manter-se nerd é caro. Naturalmente, tudo feito no máximo de parcelas possíveis. Terei dinheiro? Não sei... mês que vem penso nisso. Enquanto eu não precisar pôr meu cartão no congelador de casa pra não usar mais, tudo ótimo... =)

Voltei a loja da Vivo. Nada. NADA. N-A-D-A. "Segunda de manhã a gente tenta, ficamos abertos das 9h às 19h direto, a gente te liga". Samuel vai pra casa, jogos embaixo do braço, gibi no outro, e sem celular novo.

Segunda de manhã, agora a pouco, me ligaram da loja. 9h45min da manhã de segunda-feira, não tinham conseguido ainda. Ficaram de me ligar. Ou fazer uma nota nova. Vivo #fail. Celular novo #fail. CDs Multisom #fail. Como sempre, as bancas e o camêlo não me decepcionaram. Preciso ir na C&A de novo. Roupas sempre me fizeram bem.

"Esse foi o meu fim de semana, querido diário. Agora estou esperando ansiosamente pelo meu aparelhinho novo. Ah, é da edição especial da Katy Perry, contei? Vem com três músicas dela... Não que eu precise, já que eu tenho o CD dela baixado tipo há séculos e eu sei tipo TODAS as músicas dela... Uhm, quer dizer, digo... ela é gostosa, PORRA!

Tchau, diário... até a próxima compra, bem sucedida, espero... ;)"