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Ok. Todo mundo já leu esse post.
Não, eu não enchi a cara de novo. É só porque vou falar de algo que aconteceu lá pelas tantas nesse dia também.
Semanas atrás, fui no Portal Bowling com uma galera, comemorar o aniversário de um amigo. Era pra banda A4 estar tocando, mas de última hora trocou a banda e eu acabei não descobrindo o nome dela. Mas enfim, o que é importa é o seguinte: exatamente como no show daquele dia do post supracitado (adoro essa palavra), a banda tocou Smoke on The Water e Born To be Wild. Também tocou Another Brick On The Wall e Twist and Shout. E a galera curtiu horrores.
Daí eu me pergunto: porque ir pelo caminho mais fácil? Ok, são clássicos do rock, que todo mundo conhece, mas no momento em que eu vejo eles serem executados em um boliche (!) com tiazonas balzacas solteironas enchendo a cara de champagne e dançando (!!!) pra mim eles perdem todo o seu valor.
Passado aquele findi, sexta-feira da semana passada, minha querida banda Os Valdo's foi tocar em Novo Hamburgo, no Pop Cult, viagem bacana, galera na van fora da casinha, paradas pra mijar no caminho que foram no mínimo hilárias, tudo correndo da melhor maneira possível. Na hora do show, levemente atrasado, tudo correu bem. Errinhos normais, talvez um pouco de falta de experiência no palco (Expressão NÃO conta), uma afobação aqui e a ali, mas no saldo geral, positivo. A príncipio fiquei com um pouco de medo por causa do nosso repertório, já que a princípios, não tocamos muitas músicas "lugar comum", que tem a garantia que a galera curta. Porra, a gente toca I'm The Walrus, Peace Frog e Baba O'Riley! Meu medo era meio que justificado pelo fato da gente só ter tocado no Expresso, lugar onde esse tipo de música não surte o menor efeito...
Então, lá pelas tantas, tocando Baba O'Riley, eu extremamente indignado com o fato de não ouvir o meu microfone, chega a seção da música em que eu canto. Comecei a cantar sem me ouvir mesmo. Pensei "bom, fudeu". Quão grande foi a minha surpresa quando eu ouvi a galera cantando! Eles CONHECIAM a música!!! Foi um daqueles momentos fodas que ficam marcados na memória em cima do palco. A dobradinha My Generation / I'm The Walrus depois também convenceu e no final acredito que a galera curtiu o show.
Depois, era a vez da banda John Coffee. Um pouco antes do show, o Renato veio me falar "acabei de ver o repertório deles... adivinha o que eles vão tocar?". Olhei pra ele com aquela cara de ¬¬. "Sim" ele respondeu "Smoke On The Water e Born to Be Wild".
Resolvi ir lá ver eles tocarem. Depois de abrir o show com uma versão guitarreira da tarantela, que ficou bem bacana por sinal, eles emendaram um Cachorro Grande e Franz Ferdinand. Depois Smoke on the Water. Depois de algumas próprias (que não tinham muito a ver com os covers) eles avisam que vão tocar Led Zeppelin e iniciam Good Times Bad Times.
Não queiram tocar Led Zeppelin errado na minha frente.
A partir dali, de alguns simples deslizes do baterista, já fiquei de cara virada pra banda. Depois de Led, acho que alguém da banda pensou "bah, a gente já toca Led e Deep Purple, só falta tocar Black Sabbath!!!". Sim. Eles tocaram Iron Man. Com direito a toda galera fazendo "ooo ooo o-o-o", acompanhando o riff.
Eles tavam de terno. DE TERNO! Não se toca Black Sabbath DE TERNO!!!
Acabou o show com Born To Be Wild. Uma coleção de lugares comuns do mundo da música. E claro, naturalmente, a galera curtiu. Menos eu.
Eu sou chato. Sério. Chato mesmo. A banda tem que ser muuuuuito boa pra fazer eu desligar a função "baterista" e ligar a função "público" na minha cabeça. E isso normalmente só acontece com bandas cover. Até isso não acontecer, eu vou ficar observando o show de modo analítico e virginiano, achando erros e tentando provar que se fosse eu no palco, teria feito melhor.
Eu não consegui nem dançar as músicas que tocam no intervalo dos shows. Pra mim, bom mesmo é ficar em cima do palco e fazer a galera dançar, não dançar olhando pro palco. Infelizmente, eu sou assim. O que nos leva ao segundo assunto.
Sábado, a Os Valdo's concorreu no Festival de Talentos do Sesi. Mais de 20 bandas de Caxias concorreram na categoria composição inédita, na qual inscrevemos Trombadinha de Corações. Galera reunida, maior correria, a banda inteira cansada (chegamos em Caxias sábado as 7h da manhã, pra tá no Sesi pra passagem de som as 14h... calcula), tudo pra dar errado. Passamos o som mal e porcamente graças a uma banda TOSCA que ficou MEIA HORA enrolando em cima do palco e no final nem tocou (não vou dizer o nome, mas VALEU THE ESSENCE!!!) e ficamos lá, esperando a nossa vez. Passadas as bandas de Bento, fomos pro "camarim" (os sanduíches tavam ótimos), vimos a Trippers tocar e esperamos a nossa chamada.
Depois da Caterpillar, subimos no palco. Depois da euforia inicial de ouvir "Trombadinha de Corações, composição de Samuel 'Cometa' Rodrigues". Fui montar a bateria. Tudo errado. O prato de ataque tava gigantescamente longe. O prato de condução que eu achei que ia ficar na bateria, não tava mais lá. O chimbal eu não montei porque não ia dar tempo, só joguei os pratos lá. Tudo isso depois do mestre de cerimônia já ter apresentado a gente duas vezes e depois do nosso vocalista já ter apresentado a banda. Todo mundo, só me esperando. Enfim, depois de um minuto de espera, começamos a tocar.
Então... uma baqueta quebra.
Continua...
3 comentários:
Meu Deus, quanto erro junto. Falando nisso, preciso das musicas.
bah tche! pq nao ligo, eu montava o chimbal pra ti! ;D
o legal eh q teu cérebro vai ateh o início do pescoço.
Oi!
Assim, nem sei do desfecho, mas por enquanto, sinta-se abraçado!!!
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