Sociedade, com João Tulipa

Uma flor de colunista

Ele pode não ser mais tão ruivo como era antigamente, mas tudo bem. Prestes a completar 22 anos, Samuel da Rosa Rodrigues, ou Sam, orgulha-se de ter em seu séquito de apelidos os codinomes "vermeio" ou "REDator", como é chamado pelo chefe. O cabelo ruivo já deixou sua marca, assim como os pés inquietos e o olhar introspectivo por cima dos óculos, sempre com aquela cara de "sim, eu sei mais do que devia".

Filho de Reinaldo e Sandra Rodrigues, Samuel divide-se entre apelidos e as diferentes tribos que frequenta. O Samuca da faculdade divide espaço com o Cometa do colégio e das bandas e ao mesmo tempo ambos coexistem com o Sam McQueen da internet ou o queridíssimo Muca, em casa. E você pode ainda chamá-lo de rato podre que ele jura que não se importa!

Nesse papo bacana que tivemos com ele em seu quarto pintado com as cores da Irlanda, Sam fala sobre sua paixão por quadrinhos, sua coleção de chapéus, sobre como é idiota conduzir uma entrevista falsa consigo mesmo e, claro... camisas xadrez! Confere aí.

Vamos começar definindo quem é quem: onde termina o Cometa e começa o Sam McQueen? E como cada um deles surgiu?
O Cometa surgiu no 1º ano do Ensino Médio, no Colégio São Carlos. Um amigo meu viu o cabelo vermelho (que era mais vermelho na época, diga-se de passagem) e resolveu apelidar assim. E ainda tinha o seriado "Full House", que tinha o cachorro Cometa, e a gente adorava comentar sobre ele. O Tio Jesse era demais. O Sam McQueen surgiu um tempo depois, quando eu fui criar um personagem de RPG inspirado no Oliver Queen (Arqueiro Verde, personagem da DC Comics) e acabei escrevendo Oliver McQueen, achando que estava certo. Esse Oliver McQueen (que mais tarde virou "O Velho Irlandês Safado") teria um filho na história, que se chamaria Sam McQueen. Na época, assisti o primeiro filme dos Transformers e coloquei  no nick do MSN o nome "Samuel James Witwicky", em homenagem ao personagem principal interpretado pelo Shia LaBeaouf. Depois de um tempo, quis tirar esse nome e por algo diferente. Lembrei então do Sam McQueen, que logo assumiu o Orkut, o blog, o Twitter e tá aí até hoje.

Falando em Transformers, o diretor Michael Bay, na época do lançamento do filme, não dizia que era um filme nerd, e sim, a história de um garoto e o seu primeiro carro. Como você enxerga ele?
Transformers pra mim é praticamente uma auto-biografia! (risos) Sério, filme nerd ou não, é sobre um cara chamado Sam que adora robôs gigantes, tem um carro estranho com vida própria que se transforma em um Autobot e pega a Megan Fox. Eu poderia ter protagonizado aquele filme sem problema algum, vivo ele todo dia.

Tirando o fato que você não pega a Megan Fox e o seu carro não é um Autobot, claro...
Vocês não tem como provar isso.

Ok, próxima pergunta... seu irmão faz jornalismo também e, como todo mundo adora lembrar, ele já está trabalhando na área e fazendo mais jornalismo que você, sendo que ele cobriu um assalto no Twitter que lhe rendeu nome na cidade e você acabou se tornando o "irmão-do-cara-que-cobriu-um-assalto-no-Twitter". Como é a sua relação com seu irmão?
Primeiro: EU COMECEI A COBERTURA DO ASSALTO E O SMARTPHONE ERA MEU! A minha relação com o meu irmão é ótima, se não fosse por ele, eu não teria atum no almoço de vez em quando, já que é sempre ele que abre a caixinha, mesmo odiando peixe... (risos). Não, sério, o meu irmão é um cara que vai longe no jornalismo. Mas longe mesmo. Eu me vejo daqui a uns anos indo tirar ele de alguma prisão no leste europeu, sabe? Ou na China. Mas tenho certeza que, influência minha ou não, ele tá na profissão certa e um dia eu ainda vou ser o "irmão-de-um-grande-jornalista". Até lá, tenho atum garantido no almoço.

Falemos de música agora. Ser louco por música já o levou a...
Mandar o baterista de uma banda sair do palco porque ele não queria tocar uma música que eu sabia tocar. No final, ele tocou - bem errada. Ah, e eu já fiz 4 shows com 3 bandas em 2 dias. Me vanglorio disso pra todo mundo, por isso é sempre bom lembrar.

Receita de sucesso?
Unir o útil ao agradável sempre. E se possível, pôr um pouco de mostarda.

Um gosto inconfessável.
Comprar camisas xadrez. Ok, não é inconfessável, mas foi onde começou minha paranóia por roupas. E foi aí que tuuuuudo mudou... hojte tenho uma pra cada dia da semana e sobra. AH! Sou apaixonado por musicais. Esse acho que é meio inconfessável.

Gostaria de ter sentado do lado de quem na escola?
Dos meus colegas atuais de banda, daí quem sabe a gente teria começado a tocar mais cedo, quando era mais novo. Tudo seria diferente hoje em dia. E queria ter sido colega do Tom Fletcher do McFly e da Amy Winehouse quando os dois eram colegas na escolinha infantil. Magina que fofo!

Com que mensagem encara o mundo?
"Sorry, no donuts for you."

Se viesse ao mundo com legenda ou bula, o que estaria escrito?
"O Ministério da Sabedoria da Vó informa: não mistura com leite que dá revertério!"

A palavra mais bonita do português.
"Mas que formosa!", disse o Manoel pra Maria.

Gostaria de ter sabido antes que...?
A gente realmente só dá valor pras coisas quando perde elas. E que se tira os parafusos da calota do carro com a roda no chão.

Como conjuga o verbo amar?
Bem exagerado, tipo, A-M-E-I!

Frase favorita.
São três. A terceira é "escuta aqui Samuel!", com a menina de mão na cintura e batendo o pé no chão braba; a segunda é "claaaaro que o Samuel conhece essa música" e a primeira é "você estava certo... House".

Não coloca a mão no fogo...
Porque queima. Dããã.

Eu sou...
Samuel. Prazer.

Hábito do qual não abre mão.
Blogar. É o login de usuário e senha que preencho com mais orgulho.

Maior legado que você pretende deixar.
Minhas músicas, meu blog e... uma pirâmide.

Na hora do aperto, que santo chama?
Aquele que está lá em cima e sempre intercede por nós... Superman.

O melhor lugar do mundo?
Uma festa no terraço com meus amigos e gente bacana e bonita tocando "On Fire" do Phoenix

E a pergunta que não quer calar...
Quem está cuidando do coraçãozinho de Sam agora?

E a resposta...?
Minha cardiologista.

Bebida: Strong Golden Ale, da Eisenbahn
Acessório: correntinha de trevo de quatro folhas no pescoço
Música: "I've Got You Under My Skin", Frank Sinatra
Viagem: a melhor, São Paulo; a sonhada, Irlanda
Coleção: chapéus, bottons, quadrinhos, bonequinhos... coleciono coleções
Livro: Red Rocket 7, do Mike Allred

Sam A-M-O-U entrevistar Sam