Fim de ano. Melancolia. Festas. Overdose de panetone. Como melhorar tudo isso? É simples: listas e retrospectivas!!!!
As retrospectivas pra mim são um dos momentos mais reveladores do fim do ano, já que ela só servem para mostrar como aquele fato que foi comentado um mês inteiro durante o ano serve para preencher apenas alguns minutos de matéria no fim do ano. Mas nem por isso, não são legais de fazer. Por isso, misturando o adorável prazer de fazer listas (viva Nick Hornby!!!) com retrospectivas do meu ano, lá vai uma listinha inútil que não interessa a ninguém. Mas isso é um blog poxa, logo... divirtam-se!
Ouvindo alucinadamente:"Folie à Deux", disco novo do Fall Out Boy. Sim, ele foi lançado tipo, semana passada, mas eu tenho escutado ele todo dia desde então. Com um quê de ironia que só o Fall Out Boy consegue ter, talvez por não ter que se prender a nenhuma corrente musical (apesar de serem um dos expoentes do rock "emo"), a banda consegue viajar entre vários estilos, inclusive com alguns toques dance daqueles vistos no "Good Morning Revival" do Good Charlotte e a inclusão de orquestras e guitarras épicas no melhor estilo McFly. Provavelmente a banda nem conhece McFly e não deve curtir muitos bandas contemporâneas como o Good Charlotte mas foda-se, eu achei parecido. Destaque para a canção "What a Catch, Donnie" e para as inúmeras participações especiais no CD, desde os já clássicos Gabe Saporta, do Cobra Starship e Brendon Urie, do Panic At The Disco, ambos "filhos" do Fall Out Boy, até membros sêniors do pop mundial como Debbie Harry, do Blonde, e acreditem ou não, Elvis Costello.
Menções Honrosas:
- "Pretty.Odd.", do Panic At The Disco: quer soar como Beatles? Vista seus pijamas coloridos, faça clipes citando os quatro garotos de Liverpool e vá gravar no Abbey Road. Taí: uma ex-banda emo que transformou-se numa das coisas mais originais que se encontra por aí.
- "Radio:Active", do McFly: ok, eu sou paga-pau deles. Eu viajei 20h até Curitiba pra ver 1h20min de show deles. Mas é só porque eles merecem. Caso você ainda não tenha ouvido falar desses quatro amáveis garotos ingleses, não se preocupe: você ainda está na maioria. Mas não perca tempo e una-se as exceções!
Lendo alucinadamente:Passei metade do ano, a segunda metade, para ser mais específico, lendo a novela de ficção científica "Duna", de Frank Herbert. Em um misto de cultura feminista com religião muçulmana, o autor criou uma das mais fortes mitologias da história da literatura mundial, contando em um único livro a vida do Paul Atreides, filho do Duque de Leto, cujo destino seria liderar os povos de Arrakis para a vitória. Ou ao menos eu acho que é isso, já que tá acabando o ano e eu tô lendo o livro ainda. Mas altamente recomendável.
Um dos principais motivos por eu não ter acabado de ler "Duna" ainda com certeza é uma das minhas maiores fontes de alegria no momento: histórias em quadrinhos. Ainda não parei para contar, mas tenho certeza que se parasse de comprar gibis agora e lesse uma história por mês, teria leitura até o fim de algumas vidas. Isso contando apenas os gibis correntes, já que ainda existem os encadernados, o orgulho para o ego (e cilada para o bolso) de qualquer nerd fanboy. De qualquer modo, sem avaliar os gastos, acabei o ano com uma ótima coleção e mais conhecimento do que nunca. Coisa que só eu sei, claro. Mas que não vejo problema em curtir sozinho.

Menções Honrosas:
"1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer": ganhei de amigo secreto do meu irmão . O livro, um calhamaço de quase 1000 páginas - eba! - abrange desde os anos 1950 até 2007 (abre com Frank Sinatra e fecha com The Good, The Bad and The Queen, seu curioso duma figa). Fiquei feliz ao me deparar com o primeiro disco conhecido por mim, o With the Beatles (eles sempre eles). Mas há muitos ainda para descobrir, ler e ouvir.
Assistindo alucinadamente:2008 foi o ano dos heróis no cinema. Hulk, Homem de Ferro, Batman, O Procurado, Speed Racer (apesar de ser japa), Justiceiro (apesar de não ter saído aqui), Hancock (apesar de... o que raios é Hancock?!) alcançaram as telonas provando mais do que nunca que blockbuster e quadrinhos combinam. Desses citados acima, só assisti Hulk e Homem de Ferro e, apesar de ler DC nos quadrinhos, confesso que gostei do que a Marvel anda fazendo, unindo seus universos de forma coesa nos cinemas. Espero ansiosamente pelos filmes do Thor, com a direção sabiamente entregue nas mãos do shakesperiano Kenneth Branagh - dá-lhe Lockhart! - pelo continuação do Homem de Ferro e pelo Capitão América. E depois, claro, pelo filme dos Vingadores. Batman eu não vi (sim, crucifiquem-me se puderem), mas como o Coringa morreu, acredito que o Batman ganhou e tudo acabou bem no final. Quando sair o terceiro, eu vejo esse em DVD, que nem fiz agora. Na verdade, na verdade mesmo, espero por Watchmen ano que vem. Daí sim, iremos ver o estrago que os quadrinhos poderão fazer no mundo do cinema. Quem viver verá.

Menções Honrosas:
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe": prontíssimo, mas adiado e mesmo assim, ainda prometendo muito, o filme teve sua data de lançamento remarcada para o ano que vem. A desculpa? Assim teremos menos tempo entre o sexto filme e a primeira parte do sétimo filme. Sim, o sétimo livro será divido em dois filmes. Odiadores de Harry Potter, tremei!
"Crepúsculo": Sim, o livro deve ser uma bosta e o filme pior ainda, mas qualquer um que tenta desafiar Harry Potter tem que ser citado como exemplo de coragem (e loucura) em qualquer lista.
Melhores Frases do Ano:"O segredo não é conseguir viver para sempre. O segredo é conseguir viver para sempre consigo mesmo."
O "imortal" Keith Richards, interpretando o Capitão Teague, pai de Jack Sparrow, em "Piratas do Caribe 3 - No Fim do Mundo", filme fodérrimo por sinal que assisti só ontem. Na onda de continuar trilogias, este é outro que promete continuações, mas somente com Johnny Depp. Finalmente, alguém em Hollywood pensa...

"Work can wait..."
Frase-lema da revista masculina americana FHM. E frase que definiu bem meu ano de trabalho também, tanto em relação ao trabalho quanto em relação a revista. Mas tudo muito comportado, claro. Obrigado internet.
Enfim, poderia ficar horas e horas aqui, falando e falando (e ficaria, caso meus dedos não doessem e caso não tivesse certo de que ninguém leria tudo), mas tenho que dormir um pouco porque tenho show hoje a noite e bocejar no palco é feio, muuuuuuito feio. Qualquer dia desses volto aqui para falar do fim do ano, como ele é deprimente, xingar o show da virada ou qualquer coisa que o valha. Ou não.
No mais, façam um favor a si mesmos e escutem "I Was Made For You", da dupla americana indie/country/rock "She & Him", formada pelo guitarrista M. Ward e pela atriz, pianista, tocadora de banjo, linda, graciosa, perfeita e clone da Katy Perry,(ou seria Katy Perry um clone dela?), Zooey Deschanel. Na verdade, baixem o CD inteiro. E sorriam bastante.

=D