Eu Creio na Teoria do Caos

Ontem a noite, depois duma muito bem sucedida empreitada em pintar uma bandeira com o logo da banda, que até que ficou bem bacana para marinheiros de primeira viagem (fotos dessa indiada em breve), me vi indo para uma festa de formatura de ensino médio. Outra indiada em plena quarta feira a noite.

Começa o Caos.

Entre idas e voltas, caronas, encontros e desencontros, chegamos ao bendito lugar. Pulseiras em punho (podia ser no tornozelo, nem vem...) prestes a entrar no local, me senti mais do que nunca em um seriado adolescente. Não, não era "Gossip Girl", nem "Greek" e muito menos meu adorado "Skins".

Foi "Barrados no Baile".

Continua o Caos.

Devido a uma inconsistência de informações (valeu Dani!!!), não conhecíamos a obrigação de utilizar roupa social na devida festa. O seu querido interlocutor, no seu estilo nerd-chiqué, estava devidamente trajado da cintura pra cima socialmente, camisa social, gravatinha e colete. Coisa fina. E da cintura pra baixo, jeans e All-Star rubro. Enfim, roupa de show, como me descrevi.

Mas não. Não era permitido entrar de calças jeans no local. Leu bem? Não era permitido calças jeans. Eu poderia cometer a afronta de entrar na festa com uma camiseta dos Postos Onzi e com um chinelo arrebentado, ou uma camiseta de dormir da UCS e pantufas, desde que eu estivesse usando uma calça social. Por Zeus, eu poderia ir sem camisa e descalço, mas desde que estivesse de calça social, isso não seria problema algum!

O Caos se faz presente.

Resultado: as 01h45min da madrugada de quinta-feira, tem início a famosíssima Caçada Anual as Calças Sociais. Felizmente, fizemos tudo da melhor e mais rápida maneira, e às 2h estávamos voltando, prontos para entrar na festa.

Lá dentro, mais do mesmo. A puberdade expressa e pintada em cada centímetro possível, desde as cavidades dos decotes femininos até os espaços livres nos cérebros masculinos. A adolescência não muda. Só piora. E claro, diminuiu a cada ano. Física e mentalmente no caso masculino. (As meninas, felizmente, crescem e crescem). Contudo, em meio àquela explosão de feromônios, eu era um "tio" de 20 anos em tal recinto. Felizmente, não costumo me levar muito a sério mesmo.

Eu e meu fiel companheiro fã de jeans que também havia sido barrado passamos a noite discutindo física quântica, equações lineares e a Teoria do Caos. Confesso envergonhado que nos dois primeiros assuntos fui educado e balancei a cabeça nos momentos estratégicos para provar que estava entendendo tudo (afinal, fui eu que pedi explicação - depois agüenta) , mas em relação a Teoria do Caos creio que tenha aprendido algo. Ou pelo menos captei o que me fez vir escrever este desabafo-desculpa-xingamento: "todo caos é resultante das condições do sistema no início". (ou algo assim, não me bate Casali).

Ou seja, se eu tivesse, por acaso, levado a maldita calça social comigo quando eu arrumei a mochila com a minha roupa, no início da tarde, boa parte dessa "zona" não teria acontecido. Inclusive este post. O que me leva a crer que, apesar do caos inicial, a coisa toda foi até bacana.

E essa é uma situação um tanto quanto comum. Muitas vezes iniciamos algo sem ter certeza de nada, mas continuamos, por alguma razão-motivo-circunstância. Pode dar tudo errado, mas o ser humano continua. É como se o campo astral-energético ao seu redor avisasse, a partir de evidências, que você está seguindo o caminho errado. Mas tu vai lá, continua, e quando vê, chega ao final, satisfeito com o resultado. Mais ou menos como esse post, que não deveria nem sair, devido a minha mania de ir dormir as 22h (lembram, "tio" de 20 anos?), mas que acabou saindo, está me mantendo acordado até as 22h30, mas vai fazer eu dormir satisfeito.

Eu creio na Teoria do Caos. Não compreendo ela totalmente, mas acredito nela piamente.

Talvez a Física explique isso algum dia.

=D

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