O Melhor e o Pior

Cá estou, primeiros minutos do ano novo, enchendo o saco de vocês. Poderia falar sobre várias coisas, sobre como parentes enchendo a cara me enchem o saco, sobre como eu comprarei gibis novos ano que vem, sobre como essa coisa de "um ano termina e nasce outra vez" me faz acreditar que pensando assim sempre nunca iremos chegar a lugar algum... enfim, várias coisas que poderiam surgir num momento trash como esse. Mas não.

Como um Lanterna Verde do gibi que eu li hoje, uso toda minha força de vontade para tentar no mínimo trazer um sorriso no início desse ano novo. Que todos tentem dar o melhor de si, viver deixando os sentimentos fluirem, que todos apreciem as belas artes e ouçam bastante música e que, acima de tudo, todos lembrem-se de uma coisa...

Quem é demais? Você é demais.

Tem que ter um coração muito negro pra querer contrariar um cachorrinho como esse. Em 2009, lembre-se: nós somos demais. Nós somos incríveis. E foda-se o resto.

Feliz Ano Novo.

Cats

Como diria um amigo meu: Mimi!!!!!



Só sei que não gostaria de me encontrar com nenhum dos dois numa esquina escura...

2 Mew & VIII

Fim de ano. Melancolia. Festas. Overdose de panetone. Como melhorar tudo isso? É simples: listas e retrospectivas!!!!

As retrospectivas pra mim são um dos momentos mais reveladores do fim do ano, já que ela só servem para mostrar como aquele fato que foi comentado um mês inteiro durante o ano serve para preencher apenas alguns minutos de matéria no fim do ano. Mas nem por isso, não são legais de fazer. Por isso, misturando o adorável prazer de fazer listas (viva Nick Hornby!!!) com retrospectivas do meu ano, lá vai uma listinha inútil que não interessa a ninguém. Mas isso é um blog poxa, logo... divirtam-se!


Ouvindo alucinadamente:
"Folie à Deux", disco novo do Fall Out Boy. Sim, ele foi lançado tipo, semana passada, mas eu tenho escutado ele todo dia desde então. Com um quê de ironia que só o Fall Out Boy consegue ter, talvez por não ter que se prender a nenhuma corrente musical (apesar de serem um dos expoentes do rock "emo"), a banda consegue viajar entre vários estilos, inclusive com alguns toques dance daqueles vistos no "Good Morning Revival" do Good Charlotte e a inclusão de orquestras e guitarras épicas no melhor estilo McFly. Provavelmente a banda nem conhece McFly e não deve curtir muitos bandas contemporâneas como o Good Charlotte mas foda-se, eu achei parecido. Destaque para a canção "What a Catch, Donnie" e para as inúmeras participações especiais no CD, desde os já clássicos Gabe Saporta, do Cobra Starship e Brendon Urie, do Panic At The Disco, ambos "filhos" do Fall Out Boy, até membros sêniors do pop mundial como Debbie Harry, do Blonde, e acreditem ou não, Elvis Costello.

Menções Honrosas:
- "Pretty.Odd.", do Panic At The Disco: quer soar como Beatles? Vista seus pijamas coloridos, faça clipes citando os quatro garotos de Liverpool e vá gravar no Abbey Road. Taí: uma ex-banda emo que transformou-se numa das coisas mais originais que se encontra por aí.
- "Radio:Active", do McFly: ok, eu sou paga-pau deles. Eu viajei 20h até Curitiba pra ver 1h20min de show deles. Mas é só porque eles merecem. Caso você ainda não tenha ouvido falar desses quatro amáveis garotos ingleses, não se preocupe: você ainda está na maioria. Mas não perca tempo e una-se as exceções!

Lendo alucinadamente:
Passei metade do ano, a segunda metade, para ser mais específico, lendo a novela de ficção científica "Duna", de Frank Herbert. Em um misto de cultura feminista com religião muçulmana, o autor criou uma das mais fortes mitologias da história da literatura mundial, contando em um único livro a vida do Paul Atreides, filho do Duque de Leto, cujo destino seria liderar os povos de Arrakis para a vitória. Ou ao menos eu acho que é isso, já que tá acabando o ano e eu tô lendo o livro ainda. Mas altamente recomendável.
Um dos principais motivos por eu não ter acabado de ler "Duna" ainda com certeza é uma das minhas maiores fontes de alegria no momento: histórias em quadrinhos. Ainda não parei para contar, mas tenho certeza que se parasse de comprar gibis agora e lesse uma história por mês, teria leitura até o fim de algumas vidas. Isso contando apenas os gibis correntes, já que ainda existem os encadernados, o orgulho para o ego (e cilada para o bolso) de qualquer nerd fanboy. De qualquer modo, sem avaliar os gastos, acabei o ano com uma ótima coleção e mais conhecimento do que nunca. Coisa que só eu sei, claro. Mas que não vejo problema em curtir sozinho.


Menções Honrosas:
"1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer": ganhei de amigo secreto do meu irmão . O livro, um calhamaço de quase 1000 páginas - eba! - abrange desde os anos 1950 até 2007 (abre com Frank Sinatra e fecha com The Good, The Bad and The Queen, seu curioso duma figa). Fiquei feliz ao me deparar com o primeiro disco conhecido por mim, o With the Beatles (eles sempre eles). Mas há muitos ainda para descobrir, ler e ouvir.

Assistindo alucinadamente:
2008 foi o ano dos heróis no cinema. Hulk, Homem de Ferro, Batman, O Procurado, Speed Racer (apesar de ser japa), Justiceiro (apesar de não ter saído aqui), Hancock (apesar de... o que raios é Hancock?!) alcançaram as telonas provando mais do que nunca que blockbuster e quadrinhos combinam. Desses citados acima, só assisti Hulk e Homem de Ferro e, apesar de ler DC nos quadrinhos, confesso que gostei do que a Marvel anda fazendo, unindo seus universos de forma coesa nos cinemas. Espero ansiosamente pelos filmes do Thor, com a direção sabiamente entregue nas mãos do shakesperiano Kenneth Branagh - dá-lhe Lockhart! - pelo continuação do Homem de Ferro e pelo Capitão América. E depois, claro, pelo filme dos Vingadores. Batman eu não vi (sim, crucifiquem-me se puderem), mas como o Coringa morreu, acredito que o Batman ganhou e tudo acabou bem no final. Quando sair o terceiro, eu vejo esse em DVD, que nem fiz agora. Na verdade, na verdade mesmo, espero por Watchmen ano que vem. Daí sim, iremos ver o estrago que os quadrinhos poderão fazer no mundo do cinema. Quem viver verá.


Menções Honrosas:
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe": prontíssimo, mas adiado e mesmo assim, ainda prometendo muito, o filme teve sua data de lançamento remarcada para o ano que vem. A desculpa? Assim teremos menos tempo entre o sexto filme e a primeira parte do sétimo filme. Sim, o sétimo livro será divido em dois filmes. Odiadores de Harry Potter, tremei!
"Crepúsculo": Sim, o livro deve ser uma bosta e o filme pior ainda, mas qualquer um que tenta desafiar Harry Potter tem que ser citado como exemplo de coragem (e loucura) em qualquer lista.

Melhores Frases do Ano:
"O segredo não é conseguir viver para sempre. O segredo é conseguir viver para sempre consigo mesmo."
O "imortal" Keith Richards, interpretando o Capitão Teague, pai de Jack Sparrow, em "Piratas do Caribe 3 - No Fim do Mundo", filme fodérrimo por sinal que assisti só ontem. Na onda de continuar trilogias, este é outro que promete continuações, mas somente com Johnny Depp. Finalmente, alguém em Hollywood pensa...


"Work can wait..."
Frase-lema da revista masculina americana FHM. E frase que definiu bem meu ano de trabalho também, tanto em relação ao trabalho quanto em relação a revista. Mas tudo muito comportado, claro. Obrigado internet.

Enfim, poderia ficar horas e horas aqui, falando e falando (e ficaria, caso meus dedos não doessem e caso não tivesse certo de que ninguém leria tudo), mas tenho que dormir um pouco porque tenho show hoje a noite e bocejar no palco é feio, muuuuuuito feio. Qualquer dia desses volto aqui para falar do fim do ano, como ele é deprimente, xingar o show da virada ou qualquer coisa que o valha. Ou não.

No mais, façam um favor a si mesmos e escutem "I Was Made For You", da dupla americana indie/country/rock "She & Him", formada pelo guitarrista M. Ward e pela atriz, pianista, tocadora de banjo, linda, graciosa, perfeita e clone da Katy Perry,(ou seria Katy Perry um clone dela?), Zooey Deschanel. Na verdade, baixem o CD inteiro. E sorriam bastante.


=D

Feliz Natal!

Pra quem passou o ano chutando a bunda de vilão, um natal heróico pra todos nós.

Fileira de baixo: Robin, Caçadora, Dra. Luz e Asa Noturna.
Fileira do meio: Besouro Azul, Superman e Aquaman.
Fileira de cima: O bom velhinho.
Desenho de Frank Quitely; capa do DCU Holiday Special 2008

A Bela e a... Bruxa

Até as bonecas crescem...

Barbie Marilyn Monroe, lançamento especial da coleção "Blonde Ambition", que terá apenas loiras icônicas da história dos States (será que vai ter a Britney?).

Barbie Bruxa Má do Oeste, do filme "O Mágico de Oz" (jura?! nem percebi...), lançada em comemoração aos 70 anos do filme.

Só sei que depois que censuraram a versão Barbie da Canário Negro só porque ela usava meia-arrastão e seria uma péssima influência pras crianças, joguei todas minhas Barbies no fogo. Agora só compro Malibu Stacy...

Marilyn Monroe pode, mas a Canário não...

Vai entender...

Fico pensando: já pensou a versão brasileira do linha Blonde Ambition?
Edição Especial Hebe Camargo: garantia de 3 gerações!!!
Edição Especial Dercy Gonçalves: mesma garantia, mas sofreu um recall mais cedo...
Edição Especial Nair Bello: fazia trio com as Edições Especiais "Ken Marcos Pasquim" e "Ken Humberto Campos", que já vinham sem camisa, mas infelizmente sofreu um recall mais cedo também e cedeu mais espaço as prateleiras para a Barbie Danielle Winits.

E as mais vendidas...

Edição Especial Flora: com direito a vestido branco manchado de sangue!

E claro...

Edição Especial Suzana Vieira:
na compra do conjunto inteiro, você ganha um exemplar do "Marido Bombado Viciado", que vem com um boneco fantasma que o persegue o tempo inteiro e "Amante da Metade da Idade", que garantirá muitas emoções a este menáge de plástico!!!

Verossimilhanças Bateirísticas

Não sei se é só coisa minha... Não sei se é coisa de baterista... Na real, acho que é os dois =D

Will Ferrell (O Âncora, Mais Estranho que a Ficção e mais uma penca de filmes) e Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers)

Ronnie Vanucci (Baterista do The Killers - não preciso dizer quem ele é na foto acima ¬¬) e Jason Lee (na foto em My Name Is Earl). Assistam também o clipe de "Read My Mind" do Killers e vejam Ronnie de gueixa e a banda tocando em instrumentos de Guitar Hero.

Tá, tem fotos do Neil Peart em que ele tá mais parecido com o Tom Hanks. Tem fotos do Alex Lifeson em que ele tá mais parecido com o Dave Coulier. Mas eu não podia perder essa cara de bruxa da Disney do Geddy Lee.

(Por sinal, sabe aquela música "You Oughta Know", primeiro sucesso de Alanis Morrissete, em que ela desce o pau em um ex-namorado? Exatamente: era sobre o nosso querido Tio Joey acima).

Só sei que tomara que eu fique parecido com o Roy Harper quando eu ficar famoso!

Não esse!

Agora sim!!!

(Ok... mais um post de mim para mim...)

Eu Creio na Teoria do Caos

Ontem a noite, depois duma muito bem sucedida empreitada em pintar uma bandeira com o logo da banda, que até que ficou bem bacana para marinheiros de primeira viagem (fotos dessa indiada em breve), me vi indo para uma festa de formatura de ensino médio. Outra indiada em plena quarta feira a noite.

Começa o Caos.

Entre idas e voltas, caronas, encontros e desencontros, chegamos ao bendito lugar. Pulseiras em punho (podia ser no tornozelo, nem vem...) prestes a entrar no local, me senti mais do que nunca em um seriado adolescente. Não, não era "Gossip Girl", nem "Greek" e muito menos meu adorado "Skins".

Foi "Barrados no Baile".

Continua o Caos.

Devido a uma inconsistência de informações (valeu Dani!!!), não conhecíamos a obrigação de utilizar roupa social na devida festa. O seu querido interlocutor, no seu estilo nerd-chiqué, estava devidamente trajado da cintura pra cima socialmente, camisa social, gravatinha e colete. Coisa fina. E da cintura pra baixo, jeans e All-Star rubro. Enfim, roupa de show, como me descrevi.

Mas não. Não era permitido entrar de calças jeans no local. Leu bem? Não era permitido calças jeans. Eu poderia cometer a afronta de entrar na festa com uma camiseta dos Postos Onzi e com um chinelo arrebentado, ou uma camiseta de dormir da UCS e pantufas, desde que eu estivesse usando uma calça social. Por Zeus, eu poderia ir sem camisa e descalço, mas desde que estivesse de calça social, isso não seria problema algum!

O Caos se faz presente.

Resultado: as 01h45min da madrugada de quinta-feira, tem início a famosíssima Caçada Anual as Calças Sociais. Felizmente, fizemos tudo da melhor e mais rápida maneira, e às 2h estávamos voltando, prontos para entrar na festa.

Lá dentro, mais do mesmo. A puberdade expressa e pintada em cada centímetro possível, desde as cavidades dos decotes femininos até os espaços livres nos cérebros masculinos. A adolescência não muda. Só piora. E claro, diminuiu a cada ano. Física e mentalmente no caso masculino. (As meninas, felizmente, crescem e crescem). Contudo, em meio àquela explosão de feromônios, eu era um "tio" de 20 anos em tal recinto. Felizmente, não costumo me levar muito a sério mesmo.

Eu e meu fiel companheiro fã de jeans que também havia sido barrado passamos a noite discutindo física quântica, equações lineares e a Teoria do Caos. Confesso envergonhado que nos dois primeiros assuntos fui educado e balancei a cabeça nos momentos estratégicos para provar que estava entendendo tudo (afinal, fui eu que pedi explicação - depois agüenta) , mas em relação a Teoria do Caos creio que tenha aprendido algo. Ou pelo menos captei o que me fez vir escrever este desabafo-desculpa-xingamento: "todo caos é resultante das condições do sistema no início". (ou algo assim, não me bate Casali).

Ou seja, se eu tivesse, por acaso, levado a maldita calça social comigo quando eu arrumei a mochila com a minha roupa, no início da tarde, boa parte dessa "zona" não teria acontecido. Inclusive este post. O que me leva a crer que, apesar do caos inicial, a coisa toda foi até bacana.

E essa é uma situação um tanto quanto comum. Muitas vezes iniciamos algo sem ter certeza de nada, mas continuamos, por alguma razão-motivo-circunstância. Pode dar tudo errado, mas o ser humano continua. É como se o campo astral-energético ao seu redor avisasse, a partir de evidências, que você está seguindo o caminho errado. Mas tu vai lá, continua, e quando vê, chega ao final, satisfeito com o resultado. Mais ou menos como esse post, que não deveria nem sair, devido a minha mania de ir dormir as 22h (lembram, "tio" de 20 anos?), mas que acabou saindo, está me mantendo acordado até as 22h30, mas vai fazer eu dormir satisfeito.

Eu creio na Teoria do Caos. Não compreendo ela totalmente, mas acredito nela piamente.

Talvez a Física explique isso algum dia.

=D

It's Getting Hot In Here

Depois de mais um dia de extremo e intenso calor, só uma coisa vem a mente.

Amanhã tem outro...

E depois outro...

E depois outro...

E depois outro...

Até que todos derretamos... Efeito estufa ou não, só sei que ficaria muito feliz se alguém desligasse esse ar quente que não me deixa dormir em paz.

Como diria um grande amigo meu, gordinho suando é f***. Gordinho de óculos então...

Que o verão traga longos dias e belas noites a todos, pelo menos.

Símbolo

(Sim, é uma imagem sem sentido. Mas também não deixa de ser... uma imagem sem sentido. Comentários nos... comentários. E chega de pleonasmos por hoje)

Férias Futuras (ou Frustradas?)

Cá estou eu, caro amiguinho, mais uma vez, fazendo você ler alguns palavras que não o levarão a lugar algum (a não ser ao fim do texto). Mas como toda introdução é a parte mais difícil do início de algo, here we go.

São 23:44 da noite, eu acabei de ouvir o CD inteiro do Avenged Sevenfold (metal com cara de rappers, mas metal mesmo - ouçam), ajudei a Lili a fazer um trabalho de Comunicação Alternativa e agora estou combinando as férias frustradas que seguirão o curso no meu verão.

Porque frustradas? Porque a única coisa que parece certa é a certeza (jura?) de que eu vou passar as férias jogando no pré-recém-adquirido Nintendo Wii (que pretendo ter semana que vem, antes que meu irmão me estrangule) e completando a minha edição especial de Caras de 111 cruzadinhas.

Supimpa, não?!

Não.

Sempre imaginei aquelas férias de filmes americanos, sabe? Acampamento dos gordinhos no verão (a bolha!!!) ou cruzeiro com meninas loucas. Montar uma banda e ganhar o concurso da praia. Ou descobrir um laguinho secreto no meio do bosque, cheio de fadinhas. Coisas de Hollywood.

Mas não. Assim como em Vegas, "what happens in Hollywood, stays in Hollywood".

Engraçado que esses conceitos prontos de Hollywood são como comida de microondas, é só aquecer um pouquinho e tá pronto. E eles ficam impregnados na gente: quem nunca viu um filme de algum time de esportes genérico, em que o professor chega, sempre desiludido com o seu time anterior, leva o time ao título do campeonato e ainda traça a mãe do aluno rebelde, mas talentoso - que ele ajudou a se comportar, claro - tudo em meio a história com lições do tipo "persista e acredito nos seus sonhos". Duvido que quem comece a ver um filme assim não adivinhe o fim antes do final!!!

Claro, esses roteiros prontos, são a graça de Hollywood. Só que assim como a rotina na vida real, uma hora eles cansam.

Assim como eu cansei da rotina de há uns bons quatro anos, passar o verão em casa. Não que eu goste de praia, mas sei lá... uma hora cansa.

No final, o único roteiro verdadeiro é o do clássico do Chevy Chase.

"Férias Frustradas em Las Vegas".

(ah, agora já são 00:06 já).

16:49

"Você conhece o relacionamento entre seus dois olhos?
Eles piscam juntos, eles se movem juntos, eles choram juntos, eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos.
Embora eles nunca vejam um ao outro... 
A amizade deveria ser exatamente assim!"

Recebo isso diariamente numa assinatura de e-mail.

(São 16:49. E esse dia que não acaba?!)

Cozido do Mestre Yoda

Receita baseado no prato que o Mestre Yoda faz para Luke Skywalker no episódio V, O Império Contra-Ataca. Fonte: Omelete, claro. P.S.: Não sei que gosto que fica, mas pelos ingredientes, deve ficar da cor do Mestre Yoda.

Ingredientes (serve oito porções)

- 1,5 quilo de carne de cordeiro sem gordura (ou outro tipo de carne)

- Sal a gosto

- Pimenta do reino moída na hora (a gosto)

- 6 colheres de sopa de óleo vegetal

- 6 xícaras de salsinha picada

- 3 xícaras de cebolas cortadas bem finas

- 1 colher de sopa de alho cortado bem fino

- 2 colheres de chá de coentro

- 2 colheres de chá de cominho

- 1 colher de chá de curcuma

- 2 colheres de sopa de gengibre moído

- 1 colher de chá de pimenta chili picada

- 1/4 de colher de chá de cardamomo

- 1/4 de colher de chá de canela em pó

- 1 folha de louro

- 1,5 quilo de espinafre limpo

Modo de preparo

Corte a carne em cubos com 2,5 centímetros e adicione sal e pimenta. Aqueça metade do óleo em uma frigideira e adicione a carne, dourando todos os lados. Aqueça o óleo restante em uma panela funda e coloque a salsinha, cebolas e alho. Cozinhe e mexa bem, até que as cebolas estejam refogadas. Junte a carne, o coentro, o cominho, a curcuma, o gengibre, a pimenta, o cardamomo e a canela a folha de louro. Experimente e adicione sal e pimenta a gosto. Mexa. Adicione água para cobrir a mistura, ferva e tampe a panela. Deixe cozinhando por duas horas ou duas horas e meia, até que a carne fique macia. Enquanto isso coloque o espinafre em uma panela com água fervente com sal e deixe durante cinco minutos. Retire e seque, passando a seguir na água fria. Seque totalmente. Aperte as folhas para remover todo o líquido em excesso. Pique em uma tábua. Com o cozido pronto, adicione o espinafre e misture. Deixe descansando durante cinco minutos.

"Meu cozido delicioso fica! Provar você deve!"

Terceira Idade Pervertida

Pausa na literatura de blog para uma frase importante:

"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e em silicones para mulheres, do que na cura do Mal de Alzheimer. Assim, daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pênis duro, mas eles não se lembrarão para que servem."

Dr. Dráuzio Varela

Ou seja... o jeito é aproveitar agora com o que se tem e procurar não esquecer desses bons tempos quando se for velho. Até porque velho tarado é uma das coisas mais engraçadas que existem. Mestre Kame que o diga.

=D

Os Hannigans - Cap. 2

Seu nome era Mick Hannigan. Veterano de guerra, agora aposentado, tudo que queria era defender a sua família, sua esposa Josie e sua filha Samantha. Neste momento, tudo o que planejava era bater o pé na porta do quarto da filha e fazer a palavra de pai falar mais alto! Onde é que já se viu, uma pouca-vergonha daquela embaixo do seu teto!
Chegou no fim do corredor, em frente ao quarto da filha. Abriu a porta e saiu gritando:
- SEU SAFADO, SAIA DE CIMA DA MINHA...
Quase teve um infarto ao ver a situação. Acalmou-se e falou calmamente, tapando os olhos...
- Filhinha, saia de cima desse rapaz, por favor...

Minutos depois, roupas colocadas

- E então, você é...? - perguntou Mick
- O nome dele é... - começou Samantha
- Eu pedi para ele filha, e acredito que ele tenha língua para responder... - cortou Mick.
- Tem sim pai... -  ela olhou para o rapaz e deu um sorrisinho malicioso.
Mick enrubesceu. Chamou Josie.
- Leve a menina para baixo por favor. E dê um chá com calmante. Ou melhor, só calmante. Ou melhor ainda, eu tenho alguns daqueles tranquilizantes para cavalos no meu armário, dê alguns daqueles.
- Eu não! - Josie puxou a menina para perto e as duas ficaram assistindo o interrogatório - Parece que só vai melhorar daqui pra frente! 
- Hunf! Fiquem aí então... - Mick voltou para o rapaz - e então, seu nome?
- Johnny Lake, senhor.
- E o que você estava fazendo na cama da minha filha a esta hora da noite?
- Eu vim visitá-la senhor e o que estávamos fazendo... bom, acho que o senhor viu...
Mick ficou vermelho novamente.
- E como raios você entrou aqui?!
- Pela janela, senhor.
- E é seu costume ficar invadindo a casa dos outros por aí a essa hora da noite?!!!
Josie cochichou baixinho para Samantha atrás dos dois.
- Me lembra alguém muito corajoso que costumava me fazer visitas noturnas quando nós eramos mais novos...
Mick virou para trás rapidamente.
- Querida, guarde essa nostalgia para amanhã a noite, quando estivermos com mais disposição e menos roupa. Agora, se eu não me engano, eu já mandei as duas descerem, não?
As duas responderam juntas.
- Sim, senhor Hannigan.
- Ótimo - ele esperou as duas descerem - gosto de saber que as condecorações no meu uniforme servem para alguma coisa ainda - ele aproximou-se do garoto - e então, o que o senhor faz da vida, Johnny Lake, além de invadir as casas de respeito da vizinhança?
- Eu jogo beisebol, senhor. Sou jogador profissional da liga de Butterfly City. E também sou colega da sua filha na escola.
BAAAM!!!
Os dois se assustaram.
- É o mesmo barulho das portas batendo de antes. Eram vocês que estavam batendo elas antes de eu chegar aqui?
- Não senhor, como eu disse, eu entrei pela janela.
- O que você falou antes do barulho da porta interromper? - Mick fechou rapidamente a janela do quarto da filha.
- Eu disse que era colega da Samantha no colégio, senhor.
- Não, antes disso!!!
- Que eu era jogador de beisebol profissional e...
- Isso!!! Em que posição você se sai melhor?
- E-e-eu sou um ótimo batedor, senhor... - ele parecia nervoso.
- Ótimo! Era o que eu esperava - ele deu um tapinha nas costas do garoto e saiu pelo corredor falando alto - deve ter um taco de beisebol em cima do armário da Samantha.
Johnny pegou o taco de beisebol empoeirado de cima do armário e ouviu Mick abrindo uma pesada gaveta em algum lugar no corredor. Ele voltou preparando uma espingarda que parecia velha, mas usada freqüentemente.
- As duas estão lá embaixo e nós aqui, conversando - ele engatilhou a arma - se tem mais alguém nessa casa além de nós quatro, não vai sair daqui caminhando essa noite - apontou para o taco de beisebol nas mãos de Johnny - espero que você saiba usar isso decentemente, garoto.
- Eu também espero, senhor. Eu também espero...
Os dois desceram as escadas em direção ao andar de baixo.

(Continua...)

Os Hannigans - Cap. 1

BAAAAM!
- Querido...
- ZzZzZzZz...
- Querido...
- ZzZzZzZz...
- QUERIDO!!!
- AHN!!!! - ele acordou de sobressalto - que que tá acontecendo, pra que gritar tanto, pelo amor de Deus!
- Alguém entrou dentro de casa!
- Uhm... - ele deitou novamente e começou a cochilar - e o que que tem...
- Ora, o que é que tem!!!! Alguém entrou em casa e...
BAAAAM!
- De novo!!! De novo!!! Outra porta bateu!!!
- Ótimo, quer dizer então que se alguém entrou, já saiu, porque bateu a porta de novo... Hehe - Ele riu com a cara enfiada no travesseiro.
- Ora, seu!!! Tem alguém entrando em casa e já passou por duas portas e tu aí, dormindo!!!
- Af... tá, pensa aí, quantas portas tem até ele chegar na gente...
- Uhm, vejamos... tem a porta lá da frente, a porta que fecha a sala, só aí já são duas! - ele contava nos dedos as deduções - Mas a porta da sala podia estar aberta, então pode ser que ele já tenha subido e aberto a porta do corredor! Ou pode ser que as duas portas estejam abertas, então ele abriu a porta da frente de casa e já abriu a porta do quarto!!!
- ZzZzZzZzZz....
- QUERIDO!!!!
- QUE QUE FOI!!!!! Tu tá gritando como se tivesse alguém invadindo a casa!!!!
- MAS TEM!!!
- Tá, tá... - ele levantou e calçou as pantufas - agora que eu já acordei mesmo... Já aproveito e vou no banheiro. Maldita próstata.
Ele saiu em direção ao corredor. Cinco minutos depois voltou rindo.
- Hehehe... nada demais... é só o nosso filho "fazendo amor" com a nova namorada... E tenho que te dizer, ele está fazendo um belo amor com ela! Hehehe...
- Querido...
- Quié... - ele já estava se colocando debaixo das cobertas.
- Nós temos uma filha, não um filho.
- O QUE AQUELE ANIMAL TAVA FAZENDO COM O MEU BEBÊ!!!!

(Continua...)

Coisas Que Recebemos por E-Mails

Diamantina, interior de Minas Gerais, 1914.
O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras. Humilde e obstinado, é (e era) querido por todos. 

Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma. E para ele basta... Meses depois, diz que ler é um hábito chato. 

Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece... 

Londres, 1940. 
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill  insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos  bombardeios. 

Hoje ela é a rainha Elizabeth II. 

Brasília, 2005.
A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue. Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'. E COMO FICA O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS? 

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. 

Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo. 

Brasília, 2005. 
Lula, flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2. Lula é instado a se explicar. 

Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada!', e ainda acusa a imprensa de perseguí-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem. 

Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso... 

A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho. 

Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. 

Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa 'sujeira'. Qual sujeira? 

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo BEM-195, da Embraer, por US$ 10 milhões. 

Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. 

E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos cinco minutos? 

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King

Sorte de Hoje

"A felicidade nada mais é do que boa saúde e memória fraca"

Acho que pela primeira vez na vida, o Orkut me disse algo realmente sábio. Ainda mais após uma noite de boêmia e bebedeira (sim, bebida - viva a tequila). A minha saúde, apesar do álcool no sangue, vai bem, obrigado. A minha memória, infelizmente, continua boa como nunca...

Nunca fiz um post tão discordante do post do dia anterior. Inclusive, vi tudo o que eu escrevi ontem ir por água abaixo quando uma chuva xarope fez questão de molhar a cidade ontem a noite, minutos antes de sair. Ótimo. Quem mandou morar em Caxias?

O Revival vai fechar! O primeiro recinto de rock que fez parte da minha vida e que faz parte da vida de muita gente irá fechar suas portas no início do ano. Má notícia para as bandas? Como diria o Toni (o do estúdio, não o do Sucrilhos), lembre-se que "não são as bandas que precisam dos bares, e sim os bares que precisam das bandas". Espero que o nosso profeta de um metro e meio esteja certo. Espero...

Fiquei impressionado ao analisar como é grande a relação entre espaço pequeno + muita gente + banda conhecida com músicas próprias. A capacidade de por fogo nessa relação é diretamente proporcional ao talento da banda. E foi o que eu vi ontem no show "retorno-triunfal" da Blackbirds. Um dia ainda terei uma banda que fará um show só com músicas próprias e quebrará tudo. Ah, terei...

Domingo reflexivo? Sei lá... vou ir ouvir Janis Joplin no meu querido quarto e curtir a ressaca moral.

Vem Chegando o Verão!

Na verdade, já chegou. Hoje, dia 15 de novembro de 2008, botei pela primeira vez um calção (ou seria um bermudão?) depois de muito tempo. Ou seja, para mim, começou o verão.

Ah, o verão. Época de, acima de tudo, suar... As barriguinhas aparecem por debaixo da camisa, para o deleite de uns e para o sofrimento de outros. As roupas diminuem. A pele toma conta da visão geral. As mulheres saem para caminhar. Os homens saem para olhar as mulheres caminhar. Todos suam. Ah... o verão.

Aquele cheiro de protetor solar que nos lembra a praia. Aquela vontade de ir para o litoral, bronzear-se, ficar girando sobre a areia até adquirir a textura de um bife a milanesa. Coisas que todo verão a gente promete que não vai mais fazer e quando vê, tá lá... dormindo de bruços porque tá todo queimado.

Ah... o verão. As férias.

(O que são férias?)

Época de assistir os filmes americanos de natal, todos eles deslumbrando aquela neve branca e cristalina, quase abençoada tamanha alvura. E aqui estamos nós, moradores dos trópicos, cuja única alvura que vemos é quando aquele seu amigo branquelo alemão tira a camiseta e quase te ofusca por causa da falta de cor (Arthur, saudades!!!). Logo logo você está lá, rindo dele porque ele ficou todo vermelho. Ah... o verão.

Contagem regressiva para o fim do ano. Contagem regressiva para o especial do Roberto Carlos. Para o Show da Virada. Para os especiais do fim do ano da TV a cabo. Para a Retrospectiva com o Sérgio Chapelin Colorado. Para o malfadado fim de ano. Para o Natal. Presentes. Peru.

Mas antes de tudo... o verão. O sol e o calor. O suor e o protetor. E aquela idéia depressiva de que tudo acaba pra começar tudo de novo.

Que venha o verão. Estamos prontos, mais uma vez.

(P.S.: ainda odeio praia)

Pessoas Perfeitas

Era uma vez um Cientista Maluco. Como todo Cientista Maluco, ele queria bolar um plano que pervertesse todas as leis naturais da Terra. Logo ele teve uma idéia brilhante: iria construir a Mulher Perfeita. Ela seria uma mulher que atenderia todos os desejos dos homens e nunca faria tudo aquilo que os homens detestam nas mulheres. O Cientista Maluco iria construir várias e várias réplicas da Mulher Perfeita e venderia elas a todos os homens do mundo, que as comprariam sem pestanejar e deixariam ele rico.

Não deu outra. Foi só ele colocar a venda no mercado o primeiro protótipo da Mulher Perfeita que o estoque logo terminou. Toda casa dignamente controlada e habitada por um macho no planeta inteiro agora tinha uma Mulher Perfeita, pronta para satisfazer todos os seus desejos e tentações.

As mulheres logo se indignaram. O caos tomou conta das cidades, das ruas e dos salões de beleza. Onde já se viu?! Mulheres Perfeitas tomando o nosso lugar! Seria uma invasão das Esposas de Stepford?! Onde iríamos parar! Então, o Cientista Maluco pôs em prática a segunda fase do seu plano maligno.

Ele construiu o Homem Perfeito.

E o Homem Perfeito era tudo o que as mulheres queriam. Fazia todos os seus desejos, desde lavar a louça e assistir "As Pontes de Madison" até largar o futebol do fim de semana para ficar em casa fazendo uma massagem nos pés de sua querida esposa (e dona). Logo, toda casa comandada por uma mulher independente na face da Terra tinha um Homem Perfeito.

Até que um dia, aconteceu o que o Cientista Maluco menos esperava.

Um Homem Perfeito conheceu uma Mulher Perfeita.

Foi amor a primeira vista biônica. Logo que a Mulher Perfeita o deixou (segundos depois de combinarem sair mais tarde), ela puxou uma antena biônica da sua orelha e fez uma ligação a Mulher Perfeita da casa ao lado. O Homem Perfeito fez a mesma coisa e logo contou a novidade para o Homem Perfeito da casa ao lado que ele havia conhecido indo buscar os filhos da sua dona na escola. Logo, todos os Homens Perfeitos do mundo estavam apaixonados por uma Mulher Perfeita.

E os humanos originais, homens e mulheres com todos os seus defeitos que vinham de fábrica e não tinham conserto, o que fizeram?

Eles olharam uns para os outros e viram que, mesmo com todos erros e acertos, ainda gostavam-se bastante.

Perceberam então que, mesmo com toda a atenção que tinham, gostavam de ser esquecidos de vez em quando, já que a solidão é boa pra pensar e uma saudadezinha no fundo do peito não mata ninguém.

Perceberam que de vez em quando, mas bem de vez em quando, aquele arroto logo depois de sair da mesa é sinal de que a comida estava realmente boa (mas que ainda assim é uma coisa porca na maioria das vezes).

Perceberam que aquela massagem nos pés, que mais faz cócegas do que realmente relaxa, era, afinal de contas, apenas uma maneira mais carinhosa de fazer cócegas realmente (e como eram sinceras as risadas vindo de alguém que até fazia massagem nos seus pés).

E perceberam várias outras coisas que, com o tempo, a convivência, o trabalho, a rotina e tudo o mais, foram esquecendo e deixando no caminho na estrada que haviam percorrido até ali. Logo, resolveram deixar toda aquela baboseira de Homem e Mulher Perfeitos para trás. Para que ter o Perfeito, se tinha o Original em casa? Enquanto aqueles eram Sonhos de Consumo, estes eram um Sonho que as vezes era Realidade.

(Sem contar que estes não gastavam energia para recarregar a bateria)

Assim, todos os humanos normais voltaram a viver juntos novamente, virando a página dos Seres Humanos Perfeitos para trás. Esses, por sua vez, foram viver em uma colônia na lua, alimentada infinitamente por um dínamo de energia que absorve sua força da dança de uma boate que nunca fecha. Agora todos eles dançam o tempo inteiro até a energia acabar (sendo que ela nunca acaba) e são animadamente embalados pelo DJ Cientista Maluco.

E na Terra, todas as Pessoas Imperfeitas, com seus defeitos, erros e acertos, viveram felizes para sempre.

Mitologia (1)


Cena do filme "Samson and Delilah", 1949, de Cecil B. de Mille

Sansão: personagem mitológico cuja força vinha do comprimento dos seus cabelos. Tinha um caso com Dalila, uma gostosa da época, que aparentemente foi quem cortou o seu cabelo e o deixou fraco para morrer em algum lugar. De acordo com o Wikipedia, ela descobriu o segredo dele e entregou para os filisteus, que tiraram sua força. Ele pediu então a Deus sua força de novo para um último e definitivo ato, que foi cortar as cabeças daqueles que o haviam prendido (e a cabeça de Dalila também).

Steven Seagal: segundo o Wikipedia, Steven é ator, produtor, diretor, escritor, lutador de artes marciais e cantor e compositor (!), como comprova a foto acima. Seu primeiro sucesso foi "Above The Law", de 1988, que ganhou o lindo e superconhecido título de "Nico - Acima da Lei" no Brasil. Caso o filme ganhasse um remake (já que ele faz 20 anos em 2008), ele poderia ser batizado facilmente como "Nico - Acima do Peso". Com 32 filmes e 2 discos lançados, tudo leva a crer que sua força também vem dos cabelos, que permanecem lá, elegantemente presos no eterno rabo de cavalo, até hoje.

Agentes Secretos

James Bond: criação de Ian Fleming, James Bond conseguiu o título de filme mais visto na estréia no Reino Unido com a sua mais nova super-produção, "007 - Quantum Of Solace".
James Bond = JB

Jason Bourne: criação de Robert Ludlum, o agente desmemoriado nasceu nos livros e ganhou as telas de cinema com a chamada trilogia Bourne: Identidade, Supremacia e Ultimato Bourne.
Jason Bourne = JB

Jack Bauer: protagonista da série "24 Horas", da Fox, luta todo ano um dia inteiro contra forças maléficas que pretendem causar qualquer tipo de problema ao seu amado Estados Unidos.
Jack Bauer: JB

Jonas Brothers: filhos de pastor evangélico (ou algo assim), os irmãos Nick, Joe e Kevin são uma das novas crias da Disney do novo milênio, ao lado da Miley Cirus e do High School Musical.
Jonas Brothers = JB

What the hell?!!!

Neste momento você deve estar pensando o que raios o Jonas Brothers tem a ver com tudo isso. Ora, teoricamente... nada. Robert Ludlum admitiu que se inspirou em James Bond para batizar seu herói. James Bond que era o nome do escritor de um livro de fotos de pássaros (!) que estava na prateleira da esposa de Ian Fleming e que acabou virando o nome do agente secreto mais famoso do mundo. Já Jack Bauer... bom, Jack Bauer está sofrendo o bastante para voltar a ganhar atenção, então não iremos tirar sarro dele, tadinho...

Mas caso precise realmente haver um sentido para que o Jonas Brothers esteja aqui, podemos citar o fato de que está prevista para maio de 2009 a estréia da série televisiva dos meninos, chamada J.O.N.A.S., sigla para - pasmem - "Junior Operatives Networking as Spies", algo como "Rede de Operações Júnior para Espiões". Ou seja, logo logo eles estarão honrando o seu JB como agentes secretos na sua telinha.

Considerando a fama de mulherengo do agente secreto JB primordial, o nosso amado 007, espero que eles já tenham perdido os seus anéis de fidelidade até lá...

=D

Sinceramente...

"E aí, então...
Eu abri meu coração...
Porque nada é em vão..."

Exatamente como Beto Bruno... vou abrir meu coração hoje... Hehehe

Comecei o dia hoje gastando. Gastando dinheiro que eu não tinha. Tudo bem, faço isso há um bom tempo e tô aqui ainda. Ou seja, passamos das complicações referentes ao dinheiro.

Fiz três compras literárias.
- Encadernado da fase de Alan Moore do "Monstro do Pantâno";
- "Mutantes & Malfeitores", livro de RPG de heróis da Jambô Editora;
- Revista Vip Especial "As 100+ Sexy";

Neste momento você, caro leitor, deve estar pensando "oh, compras que definem exatamente o caro escritor deste blog: gibis, RPG e mulher pelada".

E quer saber?

É COMPLETAMENTE VERDADE!

Sim, eu admito completamente que minha vida de solteiro se resume a isso. Gibis, que não podem faltar de maneira alguma (são os meus cigarros), RPG, que se une agora a paixão pelos heróis, e o ato de apreciar belas mulheres sensuais. Eu admito. E não tenho nenhuma vergonha em relação a isso. E daí se minha vida de solteiro é basicamente formada por essa trindade, fazer o quê?! Vou lutar contra?! Tô feliz assim... e acabei de aceitar pra mim mesmo o fato de que não devo namorar tão cedo... a vida de solteiro me apetece melhor... então, o que há de errado nisso tudo?

A resposta é simples. N-A-D-A.

Talvez tenha sido as conversas tidas recentemente sobre meu passado. A Bárbara me disse para ser mais cafajeste. A Lili disse que talvez eu estaria deixando meu lado cafajeste passear um pouco. O meu irmão diria que eu estou louco por gastar tanto dinheiro assim, ao invés de dar tanto dinheiro pra ele gastar em algo mais útil, mas garanto que eu emprestando a VIP pra ele talvez eu possa conseguir uma segunda opinião (até porque tenho certeza de que ele não teria interesse nenhum nos gibis ou no livro de RPG).

Só sei que nada sei. Mas acredito que dar um pouco menos de importância pras coisas... Se preocupar um pouco menos... Largar de mão tudo um pouco... De vez em quando, mas só de vez em quando... Não vai fazer mal pra ninguém.

E assim vou indo... Vivendo a vida. 20 anos, solteiro, nerd, fanboy... e tentando sorrir mais ainda.

Fiquem ligados para mais informações!

(sempre quis dizer isso... agora só falta "parem as rotativas" e "siga aquele carro!")

=D

Metamorfose(s)

Meu irmão mais novo leu Kafka no primeiro ano do ensino médio.

E só li na faculdade. E em gibi.

E graças a Zeus, cada pessoa debaixo deste céu azul neste fuckin' cruel world é completamente diferente uma da outra, com seus jeitos e manias, defeitos e agrados, com seus "sims" e "nãos", com seus gostos e amores.

E essa é a graça da vida.

Sobre Carros e Bois

Não pôr os carros na frente dos bois. Lição importante hoje em dia.

Não tomar decisões precipitadas. Não dizer "não!!!". Mas também não dizer "sim!!!".

Não se entregar... Não desistir...

Não deixar alguém entrar em um lugar armado sem ter segurança...

Não querer passar na frente de todos antes e não conferir a informação...

Não matar a refém, que todos sabíamos, ia morrer mesmo uma hora ou outra...

Não acreditar que se gosta... Mas não recusar veementemente...

Não dizer que se gosta... E quebrar a cara...

Não desmarcar... Mas ficar ali, pronto pra isso...

Não negar o destino... Mas saber que ele vai tá lá...

Esperar alguns segundinhos... Daqueles que valem ouro...

Vale a pena...

(Reações a aula de redação e a papos rotineiros... nem reparem)

Último Dia De Sol

Hoje, teoricamente, pela previsão do tempo, é o último dia de sol.

Depois de três belos dias ensolarados, o dia de amanhã promete temporal. Mas como nada mais pessimista do que esperar por um dia péssimo, curtamos os últimos raios de sol do nosso astro maior e aproveitemos a sua última doação de luz.

Saia de verde e faça a fotossíntese.

Vá a pé pra casa.

Sorria um pouquinho a mais.

Faça um favor a si mesmo e seja feliz. Não transforme outra semana com chance de sol alegre e felicidade em uma torrente exponencial de chuvas. Porquê no final... o sol sempre volta.

Como diria meu irmão, "just remember to smile, smile, smile!"

(Ficou com cara de "Filtro Solar" do Pedro Bial isso... mas ficou bonitinho ;D)

Suor, Calor, Rock e McFly!!!

(Primeiro: nunca imaginei que um post em que eu pudesse ter desaparecido geraria tantos comentários. Obrigado pela preocupação =D)

Vamos lá. Falei que ia voltar na terça-feira, só não especifiquei qual (peguei vocês, hein?). A idéia era voltar ontem, mas devido as possibilidades do mundo acabar, resolvi estar pronto para ser sequestrado pelos aliens da Federação da Luz e deixei o post de lado (mentira, não deu tempo). E claro, também esperei pela garantia que a banda estivesse em segurança depois de voltar para a Inglaterra. Mais explicações abaixo.

Essa foto ilustra bem a relação insanidade / realidade de nós em Curitiba. Isso foi logo depois de chegar na cidade, ali pelas 7h30min da manhã. E foi assim, com pequenas variações, até voltarmos na segunda-feira de manhã, as 7h30min também. 10 horas de viagem de ida, 10 horas de viagem de volta. Entende-se os rostos.

Essa é apenas uma das fotos da fila. Foi uma das grandes confusões do show, afinal, 3.600 pessoas não conseguem ficar quietas e comportadas durante 13 horas (nós ficamos menos tempo lá, graças a conhecidos na fila - valeu!). Horas depois, embaixo do calor intenso, os fãs só queriam saber de cantar e esperar, enquanto os pais eram os maiores responsáveis pela confusão. Teve um pai que disse ao segurança do portão, perto da hora de entrar na "fila interna" do Curitiba Master Hall, a seguinte frase: "Se der pisoteamento aí dentro, a primeira cabeça que eu quero pisar é a tua!". Crianças e adolescentes (e eu) felizes; pais rock and roll.

Isso foi lá dentro. Repare que as áreas mostradas na foto são pista e VIP 2. Tiramos esta foto do VIP 1. E essa é a coisa que posso afirmar com mais veemência: show grande e internacional, daqueles que você não quer esquecer nunca, tem que ser no melhor lugar possível. Simplesmente estávamos a pouquíssimos metros do palco e tínhamos espaço para pular, tirar fotos, tomar chá... simplesmente magnífico. Enquanto isso, milhares de pessoas espremiam-se e passavam mal atrás da gente. VIP 1: Sorte de poucos.

A banda!!! Danny Jones, Tom Fletcher, Dougie Poynter e Harry Judd!!! Senhoras e senhores, McFly!!! É indescritível a sensação de quando eles subiram no palco. Foi aquela coisa "puta que o pariu... eles existem!". Show perfeito, som perfeito, multidão enlouquecida (inclusive com eles tapando os ouvidos por causa dos gritos), palhaçadas e mais palhaçadas sobre o palco, enfim... um show do McFly. Só quem é fã pra saber qual é a sensação. E para quem não é fã, basta imaginar: sabe aquelas poucas pessoas que quanto mais tu idolatra, mais distantes parecem? Imagina elas ali, a um pulinho de distância, jogando água em ti. Sim, elas existem. E é aí que você vê que as horas de viagem e as horas na fila e a distância de tudo e o dinheiro gasto valem a pena, na melhor 1h20min da sua vida. Valeu, McGuys.

Depois desse show, os meninos ainda fizeram dois shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro (com menos músicas - Curitiba Rocks!). Em São Paulo, tiveram uma passagem conturbada pela MTV, onde tiveram camisetas rasgadas, selinhos roubados e tufos de cabelos arrancados, tudo graças a fãs histéricas e posers que os confundiram com o RBD ou com os Backstreet Boys. Inclusive a última vez que vo tamanha confusão por causa de uma banda foi na passagem de Nick, Brian e cia por aqui. E olha que o McFly nem chega aos pés dele comparando a fama de ambas as bandas em suas respectivas passagens pelo Brasil. Aguardamos vocês de volta, com toda a segurança do mundo. E venham para Porto Alegre, por favor. Estaremos lá, no VIP 1, esperando vocês.

E venham com um setlist melhor e maior, de preferência.

Ah, valeu as meninas da fila também, a Júlia, a Thaís, a Raquel, a Nicole e a Ju. Não que vocês irão ler isto, mas valeu a companhia!

=D

Aviso

Fui pra Curitiba ver o McFly. Lá por terça eu volto.
Quem quiser ver eles, domingo eles tão no Faustão.
Bom findi e bom início de semana a todos...

Minutos de Ódio

Odeio eleições.

Odeio eleições.

Odeio eleições.

(Deu pra entender né?)

Adoraria dizer que sou assim desde pequeno, mas sou um cara sincero e isso seria uma mentira. Tenho lembranças claras em minha mente de sair em carreata, bandeira na mão, xingando quem tivesse um número diferente do meu estampado no adesivo no peito. Não sei como começou e nem sei como terminou, mas sei que chegou uma hora que eu olhei pra toda aquela parafernália, toda aquela exaltação, toda aquela ebulição de hormônios pra escolher alguém pra "mandar" na cidade, olhei pra tudo isso e me questionei calma e racionalmente:

"Mas que merda é essa?!"

A partir daí, não dei mais a mínima pra eleição. Na verdade, tenho memórias duma época em que passava Beast Wars, aquele seriado de animação dos robôs-animais-transformers, exatamente no horário em que minha família adorava sair pra carreatas. E eu tinha que deixar a tevê e ir junto. É, tenho motivos pra odiar isso.

A partir daí me tornei, no melhor sentido, um alienado político. Como diria meu irmão "tanto fez quem é o presidente do Brasil, eu não vou saber mesmo". Tá, eu sei quem é, mas foda-se, eu não dou a mínima. Ponto de vista explicado, vamos as conclusões.

É de conhecimento público e geral que, na nossa cidade, a campanha política na TV e nas ruas não fez a mínima diferença. Afinal, desde o segundo semestre do ano passado já sabemos quem vai concorrer a eleição. Duvido que alguém está escolhendo o candidato assistindo o horário político. Ainda mais com a nossa enorme variedade de opções (pelo menos assim temos só um turno). Aliás, quem assiste o horário político o faz apenas para rir dos vereadores. Isso é fato também.

Mas fato é que, mesmo considerando-me totalmente a parte das eleições em geral, não consigo não ser afetado por elas. E isso me deixa ao mesmo tempo espantado e puto da cara. Explico. Tenho um candidato de preferência, claro. Minha família sempre votou no mesmo partido e nunca fui diferente a isso (até gosto, não tenho que escolher candidatos, só pedir pra minha mãe em que ela vai votar). O que acontece é que quando dá o horário político do outro candidato, mesmo não dando a mínima, estou lá eu, olhando, de canto de olho. E quando eu vejo, estou eu na frente da TV, xingando o horário político! Quando menos espero, eu estou lá "Ah! Grande coisa que tu fez isso na tua gestão!"

Mas peraí... não era eu que não dava a mínima? Será que eu sou tão afetado pela propaganda assim? Poxa, eu achei que eu era mais forte! Ou será que isso é natural? Fico com a última resposta.

Essa minha atitude de ódio me lembra o livro "1984", de George Orwell, obra-prima e pilar de toda uma geração de obras de ficção científica que retratam um futuro dominado por um governo totalitário. A obra, que para mim ao lado de "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley é um dos melhores livros que já li, ficou conhecida por trazer ao mundo o conceito do "Grande Irmão", ou na obra original, "Big Brother". Antes de ser desvirtuado por aquela "coisa" que chamam de show de realidade, o "Grande Irmão" era o governante do regime regente no livro. Em cada canto da Londres cinza e futurista em que o livro se passa, o Grande Irmão estava lá, rosto estampado em um cartaz, na parede, onde fosse, sempre observando o que você estava fazendo, o que não estava fazendo, o que estava planejando fazer...

Mas é outro ponto que lembra minha atitude de ódio. Em "1984", Londres e todo o continente da Oceania estão em guerra com alguém. Os dois inimigos são a Lestásia ou a Eurásia, não se sabe quem. Enfim, é algo que só lendo para entender. Na programação diária deste regime autoritário do Grande Irmão, há os chamados "Dois Minutos de Ódio".

Durante estes dois minutos, é ligada uma televisão que fica exibindo a imagem de Emmanuel Goldstein, suposto antigo militante do partido da Oceania que traiu o movimento e partiu para o lado dos inimigos (segundo meu amigo Wikipedia, baseado em Leon Trostky). Durante os "Dois Minutos...", a imagem de Goldstein fica declarando suas idéias e planos. Quem está assistindo então, declara sua raiva e começa a gritar e xingar a imagem dele. O personagem principal do livro, Winston Smith, na primeira ocasião em que isso é mostrado na obra, a princípio não entende o porque de tanta revolta contra uma imagem. Segundos depois, ele se pega xingando a televisão, exatamente como os outros, pronto para esmagar o pescoço de Goldstein com toda a sua força!

Durante a Primeira Guerra Mundial, comediantes ingleses, em resposta ao ódio alemão por todas as coisas britânicas, brincavam com a imagem de uma família prussiana sentada ao redor da mesa da cozinha realizando a sua sessão de "ódio diário". Bombardeios diários que tinham como objetivo apenas incomodar o outro lado da trincheira eram realizados diariamente por alemães e ingleses e também ficaram conhecidos como "dois minutos de ódio" diários. Fico imaginando se a evolução natural destes momentos de ódio foi o nosso adorado horário político.

Conclusões a parte, leiam o livro. Por aqui, felizmente, hoje é o último dia de campanha. Felizmente também ainda não vivemos sob um regime autoritário como o do "Grande Irmão". Mas confesso que tamanha propaganda faz mal. E isso vindo de alguém que trabalha em propaganda deve ser considerado. A área da comunicação é uma das mais perigosas do mundo; quem entende o livro percebe quanto estrago a informação (ou a omissão dela) pode causar. Por isso, abram seus olhos, ouçam bem, falem quando necessário e não acreditem em tudo que lhe disserem.

O Grande Irmão zela por ti.

Justo

Essa história é contada há muito tempo. Em rodas ao redor de fogueiras em noites frias; em grandes salões de baile renascentistas; em pequenos cúbiculos sujos e ácidos. Onde quer que a humanidade questione-se sobre a justiça e sobre a vida, ela esta lá, na ponta da língua de alguém, pronta para ser ouvida e questionada devidamente.

A ocasião em que a nossa história se desenvolve é a original. Portanto, leiam com atenção. Foi contada por um velho de barba branca a dois meninos, numa noite de lua cheia em tempos perdidos.

Era uma vez um reino. Este reino era belo, forte e grande, como um adolescente que acaba de descobrir os prazeres da vida. Todas as maravilhas que este reino possuía, todos as conquistas que se abrigavam em suas fileiras, eram decorrência dos grandes feitos de um homem apenas. A sua maior característica talvez fosse que, acima de toda a sua coragem, honestidade e bravura, ele era um homem justo.

Este homem justo começou sua carreira como guerreiro. Venceu guerras e mais guerras. Mas era justo na hora de decidir quem deveriam ser os culpados. Quando voltava para casa, era justo na hora de separar os espólios de guerra.

Em pouco tempo, virou governante. Era justo na hora de saber qual obra deveria ser feita e beneficiava primeiro aqueles que tinham menos. Era um homem forte e bonito; mulheres ofereciam-se para ele sempre que possível. Na ânsia se não deixar nenhuma delas insatisfeita por ele não levá-las para cama, levava todas. Enfim... era um homem bem justo.

Certo dia, porém, este homem justo olhou pela janela mais alta da torre mais alta do seu castelo e viu que o seu reino estava perfeito. Estava crescendo para todos os lados. Todos tinham alimento na sua mesa e segurança nas ruas. Todos viviam uma vida bela e justa, como ele sempre lutou para que todos tivessem.

Era hora de partir. Buscar novos horizontes.

Assegurou-se de que todos os homens que cuidariam do seu reino enquanto estava fora eram tão justos quanto ele. Não precisou preocupar-se muito com isso; havia escolhido com justiça todos eles. Quando questionado sobre o porquê da sua viagem, respondeu que não era justo um reino com tantas conquistas, tanto conhecimento e tanta beleza não ser conhecido nos outros continentes além-mar. Por isso, reuniria algumas das mais belas obras produzidas ali, algumas das riquezas mais bonitas, imagens do reino, descobertas científicas, especiarias, pratos especiais, e carregaria todos na melhor embarcação do reino e partiria, pronto para espalhar suas conquistas.

"Mas isto é loucura!" disse um dos seus súditos mais leais. "Leve algum de nós com você pelo menos!". O homem justo então respondeu: "Não. Se vocês consideram isto loucura, não devo levar nenhum de vocês comigo. Não seria justo. Irei sozinho." E sozinho ele partiu.

O homem justo então foi embora, deixando o seu reino para trás. Houve um dia inteiro de comemorações, para lhe desejar boa sorte e pedir a benção dos deuses. Ele não concordou inteiramente com as festas; não era justo gastar tanta comida e bebida na despedida de alguém. Que gastassem quando ele voltasse. Mas ao ver a alegria de todos festejando, viu que era justo que eles tivessem pelo que comemorar. Ao escurecer do dia, foi embora.

Depois de uma semana de viagem, o dia amanheceu com o sol mais brilhante que o homem justo havia visto em sua vida. Era um dia especial. Ele definiu o curso da navegação em direção ao astro-rei e vestiu a sua armadura de batalha mais bonita, dourada, com uma capa forrada de adereços que homenageavam as belezas da sua terra natal. Pegou a sua espada com o punho cravejado de pedras preciosas e a pôs na cintura. Então, seguiu até a ponta do barco e pôs-se a observar o sol.

E lá estava ele, dourado e forte, imponente e tranquilo, exatamente como o homem que o observava. O homem justo então olhou para o sol e disse: "Sol, que me iluminou e me esquentou nos dias felizes da minha vida. Sol, que senti falta nos dias tristes e frios da minha existência. Sol, que presencia agora a verdadeira felicidade do homem. Obrigado pela companhia." Ele então sacou a espada pesada da cintura e apontou em direção ao céu.

Mal sabia ele que eram essas as suas últimas palavras.

Não se sabe o que aconteceu. Se o homem justo, ao sacar a sua espada pesada da armadura pesada, se desequilibrou. Se o vento, naquele momento, decidiu avançar uma milha da sua direção, e mexeu no curso do barco. Se o barco bateu em algum rochedo ou algum golfinho no fundo do mar, e então tremeu. Se os deuses se enfureceram por algum motivo desconhecido. O fato é que, depois de sacar a sua espada e apontar para o firmamento, o homem justo, em toda a sua glória e conquista, se desequilibrou e caiu no mar.

Sozinho. No meio do oceano. Sem ninguém para ajudá-lo.

O homem que viveu justo a vida inteira, teve uma morte indigna a sua pessoa. Sua armadura, pesada demais, o impediu de nadar de volta a superfície. Sua localização, no meio do oceano, o impediria de achar alguma ilha ou outra embarcação. Era o fim. E ele sabia disso, nos poucos segundos que teve antes de tombar insconciente na escuridão para o outro mundo.

Os dois jovens então olharam para o senhor de barba branca e ficaram esperando para ver quem seria o primeiro a quebrar o silêncio. Um deles então, chamado Esopo, resolveu falar. Ele pediu.

- Mas senhor! Qual é a moral desta história então? Ele viveu a vida da forma mais justa possível só para a vida passar-lhe a perna e deixá-lo no fundo do mar?
- Não, meu filho - disse o velho. E virou se para o outro - Você, acha o mesmo que o seu colega?
- Não - pronunciou ele rapidamente. Seu nome era La Fontaine - Eu acho que a lição da história é que, não importa quão bem você viva a sua vida... isso não lhe garante um final feliz.

O velho então parou, observou os céus, contou cinco estrelas cintilantes acima deles e alisou a barba. Depois falou.
- Vejo que vocês estão enxergando com olhos pequenos. Limpem as suas mentes e escutem o que direi. Depois guardem no coração e levem com vocês. Não podemos exigir tudo da vida. Temos de fazer por ela, fazer merecer. Como o nosso homem justo fez. Mas não podemos esperar que isso nos garanta a eternidade feliz, ou a felicidade eterna. A vida não nos trará todos os nossos dias felizes e justos, mesmo que sejamos pessoas assim.
- Mas meu senhor! - disse Esopo - ele foi feliz e justo a vida inteira e morreu como um ninguém! Por quê? A vida não é justa?

- É simples - disse o velho calmamente - Há uma razão para a vida não ser justa com você todos os dias do ano, todos os anos da sua existência.
- E qual é? - questionaram os dois juntos.
- Por que isso seria uma injustiça com todos os outros.

Os três silenciaram. Uma coruja piou. Uma estrela cadente chegou ao seu destino. Uma ampulheta completou a sua volta. E a história escorreu para o vazio do eco da eternidade.