Sábado a noite. 01:09 da madrugada. Frio. Gripado. Ouvindo música instrumental. O que fazer...? Atualizar o blog!!!
A Aranha Emo
Esta noite (a que estou vivendo ainda na real, dia 26 de julho) estreou na HBO o filme "Homem-Aranha 3". Sim, eu sei que o filme é do ano passado, mas como tô afim de escrever sobre ele e tive várias idéias legais enquanto ele passava, vou ligar o botão do "FODA-SE" e fazer o que eu quero.
Me lembro de, na época e até hoje, ler várias críticas sobre as incongruências no roteiro do filme. Confesso que não prestei muita atenção nelas, até porque não tinha assistido o filme para saber do que estavam falando. Mas agora, depois de vê-lo, vou falar sobre o que percebi de bom e ruim.

Ação: As cenas de ação do amigo da vizinhança estão ótimas. Me lembro de ler em algum lugar alguém falar que só faltou um Sam Raimi ajudando Jon Favreau no filme do Homem de Ferro. É verdade. A Marvel tem tempo de acertar ainda no filme do cabeça-de-lata. Mas, pelo menos no terceiro filme da trilogia do cabeça-de-teia, a ação é fantástica: as acrobacias do Aranha, as lutas fantásticas (a primeira de Peter contra Harry é incrível), os embates supercriativos entre o Aranha e o Homem-Areia, a batalha final envolvendo os quatro. Incrível.
Atuações: Thomas Haden Church como o pai que faria tudo pela filha? Emocionante. James Franco sorrindo abestalhado porque perdeu a memória? Incrível! Topher Grace como o cara com a coragem que Peter Parker gostaria de ter? Foda! Bryce Dallas Howard sendo linda (e atraente) como a personagem dela tinha mesmo que ser? Linda! Duas coisas porém devem ser ressaltadas: Peter e Mary Jane são um dos casais mais legais dos gibis. Porque raios nos filmes eles estão sempre CHORANDO!!! Claro, é coisa da história, os seus problemas, mas poxa, é um filme de heróis e na última meia hora o pobre Tobey Maguire tem no mínimo umas três cenas com aquela lágrima solitária caindo no rosto. Sem contar que faltou um "go get them tiger!" dito com emoção nesse filme, mas tudo bem. Kirsten Dunst é perfeita sempre.
Quanto a HQ: O ponto fatal. Já li muito Homem-Aranha posso dizer que até conheço um pouco dele, por isso vou opinar sobre este assunto. Claro, não sou o maior fã dele, mas como fã de comics conheço as histórias dos personagens. Por isso digo: porque todo mundo tem que ter a sua história alterada no cinema? Já basta X-Men, em que a Kitty Pride e a Vampira tem um interesse amoroso em cada mídia, tem que ficar trocando as origens dos heróis aí também. Claro, não teria como colocar a origem alienígena do simbionte perfeitamente sem relacioná-la com a mega saga "Guerras Secretas", que foi onde ele surgiu no gibi, até aí tudo bem. Mas tinha que fazer o pobre Flint Marko ser o "assassino" do Tio Ben, só pra criar um motivo pra ele estar na história? Coincidência demais. Outra coisa legal foi ver também os casais originais dos gibis no cinema, Mary Jane e Harry Osborn e Peter e Gwen Stacy. Mas ver uma história em que os dois Duendes Verde morreram e a Gwen ainda está viva? Demais para mim. Mas tudo em nome do cinema, Sam. Tudo em nome do cinema...

Enfim, não vou falar mais sobre o filme mas confirmo que gostei dele. Duas mulheres lindas, três vilões graficamente muito bem caracterizados, cada um de sua maneira mas os três incrivelmente bem (as metamorfoses em areia do Homem-Areia, a sensação de coisa-grudenta-grudando-em-mim do Venom e a repaginada Xtreme Sports do Duende Verde), os momentos de alívio cômico espalhados pelo filme, Stan Lee, tudo muito bonito. Só faltou batizar os vilões. Mas tudo bem. Ver o Tobey Maguire deixando a franja na cara só pra dizer que é malvado já vale o filme.

Importante citar que o filme também faz apologia às drogas. Aposto que teve muito nerd por aí que depois de ver Peter pegador e fodão, quis por simbionte no seu Kellog's matinal só pra ver se conseguia ficar que nem ele...
Os Contos Probidos do Marquês do Intercine
Na madrugada de sexta para sábado ainda, graças ao Intercine, conseguimos por mais um clássico na nossa lista de filmes dublados. E conseguímos depravá-lo mais ainda.
"Os Contos Proibidos do Marquês de Sade" foi o filme da vez. O filme, cujo título original é "Quills" (demorei um século pra descobrir) é de 2000 e foi dirigido por Philp Kaufman. No elenco, Geoffrey Rush, Kate Winslet, Joaquin Phoenix e o nosso querido Alfred / Alfie, Michael Caine. Ele narra os últimos meses de vida do Marquês de Sade em um asilo. Um médica, ordenado por Napoleão Bonaparte, é enviado então ao asilo para curar a suposta loucura do Marquês, o que só complica as coisas ainda mais.
O filme por si só é uma loucura já. Com a nossa dublagem, ficou pior ainda. Felizmente o filme já tem um tom, digamos, "sexual", o que facilitou a adaptação do nosso texto já marca por frases como... enfim, frases de cunho sexual. Assim, até o momento já foram dublados "As Branquelas", "Um Amor Para Recordar" e "Os Contos Proibidos do Marquês de Sade". E que venham mais!!!
Obs.: apesar de muitos dizerem que o filme não tem fundamento nenhum e só serve para transmitir os valores do Marquês (ou seja, mostrar cena de mulher pelada), o filme é altamente recomendado.
Há muito tempo atrás, num RPG muito, muito distante...
Sim, nós íamos jogar RPG. É incrível como mesmo com tudo planejado, o material impresso, história feita e vontade para jogar, algumas xícaras de café e um papo agradável sobre a criação do mundo e a namorada tiram a gente do rumo.
Me convenço cada vez mais que uma sessão tem de ser feita somente pra as fichas. Ô negócinho complicado!!! Mas agora com tudo pronto, talvez saia algo... Mesmo sem sair nada, ainda assim, foi o máximo de RPG que tivemos desde que o nosso amado mestre foi para a França, então, esperem pelos próximos capítulos para mais notícias!!! (ou a próxima trilogia)
Yorick & Ampersand
Não resisti. Gastei os últimos trocos em gibi. Mas não me arrependo de nada pelo menos.
A Panini viajou nos prazos, largando nas bancas a nova da Sociedade da Justiça, sendo que o fim da saga conjunta deles com a Liga da Justiça ainda não chegou. Mas, graças a Zeus, temos a Pixel Media para essas horas. O primeiro número de "Y - O Último Homem" já está nas bancas, dentro da Pixel Magazine nº 16, trazendo o primeiro capítulo (de 60) da história de Yorick e seu macaco Ampersand, os dois últimos machos da Terra. A trama, escrita por Brian K. Vaughan (um dos roteiristas mais profílicos de Lost), acabou neste ano, garantindo para Brian e para a dupla artística Pia Guerra e José Marzan Jr. dois prêmios no Eisner 2008 (o Oscar das HQs), o de melhor série e melhor dupla desenhista / arte-finalista.
Altamente recomendável. Ai meus troco...
Enfim...
...consegui escrever tudo o que queria. E tem mais amanhã ainda. Valeu quem tá entrando e lendo as besteiras que eu me presto a colocar aqui. Tem muito mais ainda. Agora são 03:27, eu comecei ouvindo Bela Fleck and the Fleckatones, passei por New Radicals no caminho e finalizei com as 10 músicas do CD novo do McFly que já estão disponíveis. Ainda está frio, eu ainda estou gripado, mas o posto está completo pelo menos. Agora eu fui.
:D