Sinceramente...

"E aí, então...
Eu abri meu coração...
Porque nada é em vão..."

Exatamente como Beto Bruno... vou abrir meu coração hoje... Hehehe

Comecei o dia hoje gastando. Gastando dinheiro que eu não tinha. Tudo bem, faço isso há um bom tempo e tô aqui ainda. Ou seja, passamos das complicações referentes ao dinheiro.

Fiz três compras literárias.
- Encadernado da fase de Alan Moore do "Monstro do Pantâno";
- "Mutantes & Malfeitores", livro de RPG de heróis da Jambô Editora;
- Revista Vip Especial "As 100+ Sexy";

Neste momento você, caro leitor, deve estar pensando "oh, compras que definem exatamente o caro escritor deste blog: gibis, RPG e mulher pelada".

E quer saber?

É COMPLETAMENTE VERDADE!

Sim, eu admito completamente que minha vida de solteiro se resume a isso. Gibis, que não podem faltar de maneira alguma (são os meus cigarros), RPG, que se une agora a paixão pelos heróis, e o ato de apreciar belas mulheres sensuais. Eu admito. E não tenho nenhuma vergonha em relação a isso. E daí se minha vida de solteiro é basicamente formada por essa trindade, fazer o quê?! Vou lutar contra?! Tô feliz assim... e acabei de aceitar pra mim mesmo o fato de que não devo namorar tão cedo... a vida de solteiro me apetece melhor... então, o que há de errado nisso tudo?

A resposta é simples. N-A-D-A.

Talvez tenha sido as conversas tidas recentemente sobre meu passado. A Bárbara me disse para ser mais cafajeste. A Lili disse que talvez eu estaria deixando meu lado cafajeste passear um pouco. O meu irmão diria que eu estou louco por gastar tanto dinheiro assim, ao invés de dar tanto dinheiro pra ele gastar em algo mais útil, mas garanto que eu emprestando a VIP pra ele talvez eu possa conseguir uma segunda opinião (até porque tenho certeza de que ele não teria interesse nenhum nos gibis ou no livro de RPG).

Só sei que nada sei. Mas acredito que dar um pouco menos de importância pras coisas... Se preocupar um pouco menos... Largar de mão tudo um pouco... De vez em quando, mas só de vez em quando... Não vai fazer mal pra ninguém.

E assim vou indo... Vivendo a vida. 20 anos, solteiro, nerd, fanboy... e tentando sorrir mais ainda.

Fiquem ligados para mais informações!

(sempre quis dizer isso... agora só falta "parem as rotativas" e "siga aquele carro!")

=D

Metamorfose(s)

Meu irmão mais novo leu Kafka no primeiro ano do ensino médio.

E só li na faculdade. E em gibi.

E graças a Zeus, cada pessoa debaixo deste céu azul neste fuckin' cruel world é completamente diferente uma da outra, com seus jeitos e manias, defeitos e agrados, com seus "sims" e "nãos", com seus gostos e amores.

E essa é a graça da vida.

Sobre Carros e Bois

Não pôr os carros na frente dos bois. Lição importante hoje em dia.

Não tomar decisões precipitadas. Não dizer "não!!!". Mas também não dizer "sim!!!".

Não se entregar... Não desistir...

Não deixar alguém entrar em um lugar armado sem ter segurança...

Não querer passar na frente de todos antes e não conferir a informação...

Não matar a refém, que todos sabíamos, ia morrer mesmo uma hora ou outra...

Não acreditar que se gosta... Mas não recusar veementemente...

Não dizer que se gosta... E quebrar a cara...

Não desmarcar... Mas ficar ali, pronto pra isso...

Não negar o destino... Mas saber que ele vai tá lá...

Esperar alguns segundinhos... Daqueles que valem ouro...

Vale a pena...

(Reações a aula de redação e a papos rotineiros... nem reparem)

Último Dia De Sol

Hoje, teoricamente, pela previsão do tempo, é o último dia de sol.

Depois de três belos dias ensolarados, o dia de amanhã promete temporal. Mas como nada mais pessimista do que esperar por um dia péssimo, curtamos os últimos raios de sol do nosso astro maior e aproveitemos a sua última doação de luz.

Saia de verde e faça a fotossíntese.

Vá a pé pra casa.

Sorria um pouquinho a mais.

Faça um favor a si mesmo e seja feliz. Não transforme outra semana com chance de sol alegre e felicidade em uma torrente exponencial de chuvas. Porquê no final... o sol sempre volta.

Como diria meu irmão, "just remember to smile, smile, smile!"

(Ficou com cara de "Filtro Solar" do Pedro Bial isso... mas ficou bonitinho ;D)

Suor, Calor, Rock e McFly!!!

(Primeiro: nunca imaginei que um post em que eu pudesse ter desaparecido geraria tantos comentários. Obrigado pela preocupação =D)

Vamos lá. Falei que ia voltar na terça-feira, só não especifiquei qual (peguei vocês, hein?). A idéia era voltar ontem, mas devido as possibilidades do mundo acabar, resolvi estar pronto para ser sequestrado pelos aliens da Federação da Luz e deixei o post de lado (mentira, não deu tempo). E claro, também esperei pela garantia que a banda estivesse em segurança depois de voltar para a Inglaterra. Mais explicações abaixo.

Essa foto ilustra bem a relação insanidade / realidade de nós em Curitiba. Isso foi logo depois de chegar na cidade, ali pelas 7h30min da manhã. E foi assim, com pequenas variações, até voltarmos na segunda-feira de manhã, as 7h30min também. 10 horas de viagem de ida, 10 horas de viagem de volta. Entende-se os rostos.

Essa é apenas uma das fotos da fila. Foi uma das grandes confusões do show, afinal, 3.600 pessoas não conseguem ficar quietas e comportadas durante 13 horas (nós ficamos menos tempo lá, graças a conhecidos na fila - valeu!). Horas depois, embaixo do calor intenso, os fãs só queriam saber de cantar e esperar, enquanto os pais eram os maiores responsáveis pela confusão. Teve um pai que disse ao segurança do portão, perto da hora de entrar na "fila interna" do Curitiba Master Hall, a seguinte frase: "Se der pisoteamento aí dentro, a primeira cabeça que eu quero pisar é a tua!". Crianças e adolescentes (e eu) felizes; pais rock and roll.

Isso foi lá dentro. Repare que as áreas mostradas na foto são pista e VIP 2. Tiramos esta foto do VIP 1. E essa é a coisa que posso afirmar com mais veemência: show grande e internacional, daqueles que você não quer esquecer nunca, tem que ser no melhor lugar possível. Simplesmente estávamos a pouquíssimos metros do palco e tínhamos espaço para pular, tirar fotos, tomar chá... simplesmente magnífico. Enquanto isso, milhares de pessoas espremiam-se e passavam mal atrás da gente. VIP 1: Sorte de poucos.

A banda!!! Danny Jones, Tom Fletcher, Dougie Poynter e Harry Judd!!! Senhoras e senhores, McFly!!! É indescritível a sensação de quando eles subiram no palco. Foi aquela coisa "puta que o pariu... eles existem!". Show perfeito, som perfeito, multidão enlouquecida (inclusive com eles tapando os ouvidos por causa dos gritos), palhaçadas e mais palhaçadas sobre o palco, enfim... um show do McFly. Só quem é fã pra saber qual é a sensação. E para quem não é fã, basta imaginar: sabe aquelas poucas pessoas que quanto mais tu idolatra, mais distantes parecem? Imagina elas ali, a um pulinho de distância, jogando água em ti. Sim, elas existem. E é aí que você vê que as horas de viagem e as horas na fila e a distância de tudo e o dinheiro gasto valem a pena, na melhor 1h20min da sua vida. Valeu, McGuys.

Depois desse show, os meninos ainda fizeram dois shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro (com menos músicas - Curitiba Rocks!). Em São Paulo, tiveram uma passagem conturbada pela MTV, onde tiveram camisetas rasgadas, selinhos roubados e tufos de cabelos arrancados, tudo graças a fãs histéricas e posers que os confundiram com o RBD ou com os Backstreet Boys. Inclusive a última vez que vo tamanha confusão por causa de uma banda foi na passagem de Nick, Brian e cia por aqui. E olha que o McFly nem chega aos pés dele comparando a fama de ambas as bandas em suas respectivas passagens pelo Brasil. Aguardamos vocês de volta, com toda a segurança do mundo. E venham para Porto Alegre, por favor. Estaremos lá, no VIP 1, esperando vocês.

E venham com um setlist melhor e maior, de preferência.

Ah, valeu as meninas da fila também, a Júlia, a Thaís, a Raquel, a Nicole e a Ju. Não que vocês irão ler isto, mas valeu a companhia!

=D

Aviso

Fui pra Curitiba ver o McFly. Lá por terça eu volto.
Quem quiser ver eles, domingo eles tão no Faustão.
Bom findi e bom início de semana a todos...

Minutos de Ódio

Odeio eleições.

Odeio eleições.

Odeio eleições.

(Deu pra entender né?)

Adoraria dizer que sou assim desde pequeno, mas sou um cara sincero e isso seria uma mentira. Tenho lembranças claras em minha mente de sair em carreata, bandeira na mão, xingando quem tivesse um número diferente do meu estampado no adesivo no peito. Não sei como começou e nem sei como terminou, mas sei que chegou uma hora que eu olhei pra toda aquela parafernália, toda aquela exaltação, toda aquela ebulição de hormônios pra escolher alguém pra "mandar" na cidade, olhei pra tudo isso e me questionei calma e racionalmente:

"Mas que merda é essa?!"

A partir daí, não dei mais a mínima pra eleição. Na verdade, tenho memórias duma época em que passava Beast Wars, aquele seriado de animação dos robôs-animais-transformers, exatamente no horário em que minha família adorava sair pra carreatas. E eu tinha que deixar a tevê e ir junto. É, tenho motivos pra odiar isso.

A partir daí me tornei, no melhor sentido, um alienado político. Como diria meu irmão "tanto fez quem é o presidente do Brasil, eu não vou saber mesmo". Tá, eu sei quem é, mas foda-se, eu não dou a mínima. Ponto de vista explicado, vamos as conclusões.

É de conhecimento público e geral que, na nossa cidade, a campanha política na TV e nas ruas não fez a mínima diferença. Afinal, desde o segundo semestre do ano passado já sabemos quem vai concorrer a eleição. Duvido que alguém está escolhendo o candidato assistindo o horário político. Ainda mais com a nossa enorme variedade de opções (pelo menos assim temos só um turno). Aliás, quem assiste o horário político o faz apenas para rir dos vereadores. Isso é fato também.

Mas fato é que, mesmo considerando-me totalmente a parte das eleições em geral, não consigo não ser afetado por elas. E isso me deixa ao mesmo tempo espantado e puto da cara. Explico. Tenho um candidato de preferência, claro. Minha família sempre votou no mesmo partido e nunca fui diferente a isso (até gosto, não tenho que escolher candidatos, só pedir pra minha mãe em que ela vai votar). O que acontece é que quando dá o horário político do outro candidato, mesmo não dando a mínima, estou lá eu, olhando, de canto de olho. E quando eu vejo, estou eu na frente da TV, xingando o horário político! Quando menos espero, eu estou lá "Ah! Grande coisa que tu fez isso na tua gestão!"

Mas peraí... não era eu que não dava a mínima? Será que eu sou tão afetado pela propaganda assim? Poxa, eu achei que eu era mais forte! Ou será que isso é natural? Fico com a última resposta.

Essa minha atitude de ódio me lembra o livro "1984", de George Orwell, obra-prima e pilar de toda uma geração de obras de ficção científica que retratam um futuro dominado por um governo totalitário. A obra, que para mim ao lado de "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley é um dos melhores livros que já li, ficou conhecida por trazer ao mundo o conceito do "Grande Irmão", ou na obra original, "Big Brother". Antes de ser desvirtuado por aquela "coisa" que chamam de show de realidade, o "Grande Irmão" era o governante do regime regente no livro. Em cada canto da Londres cinza e futurista em que o livro se passa, o Grande Irmão estava lá, rosto estampado em um cartaz, na parede, onde fosse, sempre observando o que você estava fazendo, o que não estava fazendo, o que estava planejando fazer...

Mas é outro ponto que lembra minha atitude de ódio. Em "1984", Londres e todo o continente da Oceania estão em guerra com alguém. Os dois inimigos são a Lestásia ou a Eurásia, não se sabe quem. Enfim, é algo que só lendo para entender. Na programação diária deste regime autoritário do Grande Irmão, há os chamados "Dois Minutos de Ódio".

Durante estes dois minutos, é ligada uma televisão que fica exibindo a imagem de Emmanuel Goldstein, suposto antigo militante do partido da Oceania que traiu o movimento e partiu para o lado dos inimigos (segundo meu amigo Wikipedia, baseado em Leon Trostky). Durante os "Dois Minutos...", a imagem de Goldstein fica declarando suas idéias e planos. Quem está assistindo então, declara sua raiva e começa a gritar e xingar a imagem dele. O personagem principal do livro, Winston Smith, na primeira ocasião em que isso é mostrado na obra, a princípio não entende o porque de tanta revolta contra uma imagem. Segundos depois, ele se pega xingando a televisão, exatamente como os outros, pronto para esmagar o pescoço de Goldstein com toda a sua força!

Durante a Primeira Guerra Mundial, comediantes ingleses, em resposta ao ódio alemão por todas as coisas britânicas, brincavam com a imagem de uma família prussiana sentada ao redor da mesa da cozinha realizando a sua sessão de "ódio diário". Bombardeios diários que tinham como objetivo apenas incomodar o outro lado da trincheira eram realizados diariamente por alemães e ingleses e também ficaram conhecidos como "dois minutos de ódio" diários. Fico imaginando se a evolução natural destes momentos de ódio foi o nosso adorado horário político.

Conclusões a parte, leiam o livro. Por aqui, felizmente, hoje é o último dia de campanha. Felizmente também ainda não vivemos sob um regime autoritário como o do "Grande Irmão". Mas confesso que tamanha propaganda faz mal. E isso vindo de alguém que trabalha em propaganda deve ser considerado. A área da comunicação é uma das mais perigosas do mundo; quem entende o livro percebe quanto estrago a informação (ou a omissão dela) pode causar. Por isso, abram seus olhos, ouçam bem, falem quando necessário e não acreditem em tudo que lhe disserem.

O Grande Irmão zela por ti.