Como Vai Você?

140 caracteres, internet, caralho a quatro... o de sempre.

Esses dias, num dos longos papos realizados por e-mail com os tradicionais remetentes, viajando sobre uma possibilidade de morar junto com os amigos (amigas, no caso), naquela sempre adorável atividade de criar situações hipotéticas de como seria viver em uma casa do jeito que a gente que quisesse, com os móveis que a gente quisesse e os puffs que a gente quisesse fazendo o que a gente quisesse, me deparei com a seguinte frase fofíssima:

"Eu ia adorar chegar em casa de noite e pedir como foi o dia de vocês!"

Eu tive que responder essa frase com um adorável "OWWWWWNNNN". Primeiro, porque é o tipo de coisa que escuto da minha mãe, não das amigas. E segundo porque, sendo algo que normalmente escuto da minha mãe, quando eu ouço por outra pessoa parece que dá mais valor, sabe? Tipo, "ok, talvez a minha mãe não esteja tão errada me pedindo isso todo dia. Que centauro que eu sou". A gente aprende e cresce, anyway.

Outra coisa que me fez pensar nisso foi mais uma empreitada com outra tradicional remetente em que criamos uma espécie de correio semanal pra falar da vida. A idéia é simples: num dia da semana previamente combinado, toda semana a gente se escreve pra falar da vida, falar o que der na telha, deitar os dedos no teclado e... falar. A inspiração veio de um antigo costume, chamado mandar cartas, conhece? Dizem que era muito famoso há um tempo atrás, mas eu mesmo só fiz umas duas ou três vezes...

E tudo vem de encontro a pergunta do título do post: "como vai você?". Hoje em dia, adoramos falar. Falamos o que está acontecendo, o que estamos pensando, onde estamos... a internet é praticamente um namorado ciumento e stalker. E digo isso com propriedade: eu não consigo NÃO falar. Mas essas perguntas respondidas em 140 caracteres não são nada perto da profundidade de um "como vai você". Não quero saber se você está vindo do trabalho, se está se preparando pra sair, se está triste porque não acha o carregador de bateria do celular... quero saber "como vai você".

A minha mãe não tem Twitter, então talvez por isso adore pedir esse tipo de coisa. Mas como diz a frase de Nietszche no perfil do blog, "aqui me calo, pois falar demais de mim é ocultar-me". Meia dúzia de links e um bom dia, boa tarde e boa noite no Twitter não expressam toda a complexidade que uma pessoa pode ter. E se expressam, pobre pessoa... Por isso, imagine toda conversa como se ela fosse feita sentada na grama, com os antebraços apoiados no joelho, com a maior calma do mundo, e pergunte sem medo: "como vai você". As vezes, a resposta pode ser melhor do que você imagina.

A menos que você esteja cagando e andando pra isso tudo, claro.


(Sim, eu só acabei o texto assim pra usar a imagem acima. Vocês não acharam que eu ia terminar com Roberto Carlos né?)

Sam gosta de saber como vocês estão

3 comentários:

LILI disse...

Só pra constar que ainda leiooooo teus blogs e fico super feliz de ser citada!!!!!! :)
coisa querida

Samuel Rodrigues disse...

tu que é querida *-*

Anônimo disse...

Agora vc me deixou bem curiosa...
Posso lhe perguntar uma coisa?! Como vai vc?
Gostaria muito de saber!

#Alice