Quinze do Três de Sessenta e Três

Hoje é aniversário da segunda pessoa que mais vira tema de post aqui no blog.

(a primeira sendo eu, claro)

Como bem observado pela terceira pessoa que mais aparece aqui no blog, essa segunda pessoa é a causa de todas as minhas patologias psicológicas. É culpada por muitos dos defeitos, mas mérito seja dado, é responsável pela grande maioria dos acertos também.

Caso você já tenha sorrido ou se sentido tocado por algo que escrevi, compus ou falei, agradeça ela, que foi quem sempre me incentivou na leitura e escrita, seja lendo livros pra mim antes de dormir ou me dando dinheiro pra comprar gibi na banca de revistas.

Caso você já tenha ficado brabo por me esperar para um compromisso por um bom tempo e souber que a demora foi ocasionada pelo meu atraso em me arrumar, culpe ela, que na minha infância adorava me vestir com várias roupinhas diferentes, pra ver qual ficava melhor.

(e depois tirar foto e recomeçar tudo do início, importante citar)

Caso você, garota, já tenha se sentido muito bem cuidada e valorizada em minha presença, agradeça a ela, que foi quem me criou assim, cavalheiro, e implantou essa sementinha gentil e atenciosa profundamente no meu âmago, de tal maneira que às vezes vira até um problema.

Sei que já fiz ela morrer de orgulho, seja por elogios alheios de pessoas que ela nem conhece ou por ser merecedor de coisas tão diversas como um prêmio de Concurso Literário na 1ª série ou a capa do caderno de variedades do jornal do fim de semana.

Mas também já fiz ela ficar puta da cara, seja quando viajei de carro sem avisar (“eu fui com a minha chefe!”) ou quando, eventualmente, sumo de casa e não dou notícia ou saio em “más companhias”. Baterias de celular acabam e amizades não se escolhem.

Ela não entende isso.

Mas mesmo assim, ela tá ali, sempre do meu lado, me abraçando eventualmente quando coloco um moletom antigo e ela vem emocionada me dizer que sente saudade da época em que eu era mais puro, como se aquele moletom que eu uso quando dá frio fosse a lembrança de uma época mais calorosa pra ela, tal qual os abraços que ela me dá.

“Puro?”, eu pergunto.

“É, puro. Inocente”, ela diz.

“Inocente?”.

“É... mais jovem”, ela completa. “Mas é eu que tô ficando velha”.

Caso você não saiba, quando jovem, ela tocava na banda marcial do colégio.

Na bateria.

"Vai filhão, solta a voz."

A fruta não cai muito longe do pé, afinal.

Parabéns, mãe.

Se o que eu fizer te orgulhar, vou continuar fazendo com vontade.

Se o que eu fizer te desafiar, vou fazer com mais vontade ainda.

Sam teme pelo dia em que acabarão suas fotos de bebê.

3 comentários:

Sara disse...

que coisa mais linda!!!! manda parabéns pra ela!! ;)

Zuza disse...

Me obriguei a te parabenizar pelo belo post hehe e pela mãe que tem =D Manda um abração de feliz niver pra ela e diga que ela pode se orgulhar dos filhos que tem (não se achem ok haha) Bjusss

Celli disse...

manda beijo pra dona Sandraaaaa!!!