Me dei ao luxo de assistir esta pequena peróla musical irlandesa. Com vocês, "Once".Em português, o filme ganhou o sensacional título de "Apenas Uma Vez", que a princípio parece meio tosco, mas vendo o trailer faz sentido, o que é raro em títulos traduzidos, ainda mais um título tão subjetivo quanto "Once". Mas vamos ao filme.
A premissa, como diz o diretor John Carney nos extras do DVD, é tão básica que dá pra escrevê-la no verso de um selo postal. Um cara que toca violão e conserta aspiradores conhece uma menina que toca piano e vende rosas . O cara tem um passado mal resolvido com uma ex-namorada, enquanto ela é mãe solteira. Ele é irlandês e ela é da República Tcheca. Mais singular, único e peculiar, impossível.
Ao conversar com ele depois de ouvir uma canção, ela descobre que ele conserta aspiradores. E adivinhe: ela tem um aspirador que precisa ser consertado! Não, não é uma desculpa para ela passar o dia com ele e conhecer a sua casa; ela realmente tinha um aspirador que precisava ser consertado. No horário de intervalo dos dois no dia seguinte, eles saem para almoçar juntos. É aí que ele descobre que ela toca piano. Os dois então vão para uma loja de música em que o dono costuma deixar ela tocar de vez em quando. A mágica então acontece.
O filme fala basicamente disso. Do encontro singelo entre os dois, parte para um auto-conhecimento que um só consegue com a ajuda do outro. Enquanto ele busca nela, senão companhia, pelo menos ajuda para superar o amor passado, mais para frente descobrimos que ela também não tem o seu passado muito bem resolvido. É uma bela história de amor que, se não se consuma, pelo menos emociona.
O filme todo tem um tom subjetivo. Ele se faz entender pelo tipo de filme, que pega emprestado o tom informal do documentário e que realmente faz o filme parecer um documentário (assistam os extras do DVD - o comentário dos atores e diretor sobre isso é incrível); ele se faz entender pelas canções, preste bem atenção nelas porque elas contam muito da história; e de tão subjetivo que é, ele não apresenta nem o nome dos personagens. O que de certa forma é até legal, já que quando assistimos um filme com algum ator conhecido normalmente o tratamos pelo nome, o que não acontece em "Once" (ou você vai me dizer que conhece Glen Hansard e Markéta Irglová?). No filme, ambos são tratados como "Ele" e "Ela". E o mais legal é que você nem percebe que eles não tem nomes. Eles realmente não fazem falta no contexto geral. Mais subjetivo e descompromissado do que isso, impossível.
Analisando ele inteiro, podemos dizer que o filme gera vontades. Vontade de mudar. Pelo menos foi o que eu senti vendo ele. Foi um dois poucos filmes que eu sabia que iria me trazer algo e que por isso eu deveria ver sozinho e me abstrair de todo o resto (o outro foi "Sideways"). Ele serviu pra lembrar de um tempo em que um garoto ruivo escrevia músicas pra uma garota. E a única coisa que eu conseguia pensar no fim do filme foi em pegar o violino e voltar há uns anos atrás. Mas aí já é coisa minha.
Assista o filme. Vale a pena. Vencedor do Oscar de Melhor Canção Original!
(Destaque também para a cena da banda que só toca Thin Lizzy. Eles estão na praça dedicada ao vocalista da banda, Phil Lynott, e estão tocando "Whiskey In The Jar", canção tradicional irlandesa que os levou ao estrelato e que anos depois ganhou uma versão do Metallica também)
3 comentários:
Para de assistir essas merda e vai trabalhar seu vadío!
:)
E o livro ??????
hehehe........nossa mas q sentimentaloide, embora eu tenha curtido o filme tbem rsrsrs
eu li isso!
saudade de um tempo q eu uma garota respirava poesia de um garoto ruivo... e que hoje, por mais que eles não estejam mais juntos... porque ela é uma pisciana um pouco mais louca que o piscianos normais, ele ele talvez um virginiano maravilhoso mas um pouco tímido e retraido demais pra aguentar a vontade dela de viver impulsivamente... hoje ela sente um carinho imenso por ele... e fica feliz por ele fazer parte da sua história e por esse cara ruivo deixar essa história tão mais bonita e mágica! saudade de te ver com mais frequencia... só isso... pq continuo te achando um cara único! antes poesia... hoje um amigo que eu quero ter pra sempre!
Postar um comentário