O ano é novo, mas as obrigações são velhas.

Chegando o fim de ano, o universo inteiro entra em clima de 1) lista de melhores do ano 2) expectativas para o ano que vem. Li uma tira da Mafalda hoje que dizia que enquanto as pessoas esperam um ano melhor, os anos devem esperar pessoas melhores também.


O fato é que há uma certa “urgência” em querer provar pra si mesmo e para os outros (principalmente aos outros) que o ano que passou sim, valeu a pena, e que o ano que virá, se Deus quiser, será melhor. Como se dependesse de outra pessoa além de nós o rendimento do nosso ano.

O meu 2011 foi intenso. Intenso na concepção própria da palavra e em todas as suas variações silábicas: forte, bem vivido, emocionado, mas com momentos tanto “in”, introspectivos, reflexivos, momentos de parar, pensar e aprender; quanto momentos “tensos”, aqueles em que te falta ar, chão e coração.

Analisando de forma fria o espectro do ano todo, foram longos momentos de luto intercalados com situações de intensa alegria. É injusto eu deixar de lado os momentos dignos de um “FODA!” que aconteceram esse ano, mas é injusto dizer que não houveram nuvenzinhas negras, ainda mais de uns dois meses pra cá.

Mas essa reflexão toda viria tranqüila, não fosse a maldita urgência do fim de ano de ter que parar pra pensar nos últimos 12 meses e fazer um balanço final do que foi. A necessidade parece fim de cadeira de faculdade ás vezes: é como se estivesse acabando o prazo de entregar aquele relatório com o número de vezes que você perdeu a linha esse ano e quantas vezes você fez tudo o que tinha que fazer no trabalho e quantas vezes... CHEGA.

É um momento de transformação? É.
É fim de ano? É.
É uma nova chance para recomeçar? É.

Assim como todo dia que vem depois do outro. A cada 24 horas pode ser ano novo para você, mas ninguém percebe isso. E na urgência por resultados, esperamos respostas, acumulamos angústia, tomamos chá de cadeira do relógio. E está feita a depressão do fim do ano.

São notas de fim de semestre, décimo terceiro salário, definição de férias, presente de amigo secreto, perder a barriguinha pra praia... o fim do ano parece feito para fazer você correr. Todos os eventos te colocam em uma corrida contra o relógio, como se sua rotina normal já não o obrigasse a isso. Mas então, pergunte-se: em que parte do contrato diz que se você não cumprir os seus compromissos de fim de ano, 2012 não começará?

A cada 24 horas, uma nova chance para recomeçar. Tudo a seu tempo. Pense nisso.

Sam vai comemorar o ano novo hoje depois da meia-noite

4 comentários:

Anna Ribacki disse...

Eu sempre gostei de pensar que cada semana é um ano novo já que inicio e fim ano são tipo inicio de semana. O inicio de ano é tipo a segunda feira, e o final de ano é tipo o domingo.

Samuel Rodrigues disse...

aí que tá! cada um interpreta do seu jeito. isso que é legal :)

Edu disse...

Eu acabei de ceiar... então.. e cara cada dia é um dia novo...com tds novas possibilidades...

Samuel Rodrigues disse...

e quando a janta é boa, melhor ainda