Ontem, dia 10/01, foi aniversário da minha tia. Além da data de aniversário e do simbolismo que esses números carregam (podem ser lidos iguais de trás pra frente - uma certa idéia de ciclo e retorno), o dia de ontem possui outras nuances pra mim. Explico-vos.
No saudoso dia 04 de dezembro de 2003, ganhei a minha bateria. O que se seguiria depois daquilo - além de ficar um ano inteiro trabalhando de grátis pra conseguir pagar ela - eu só descobriria na medida em que os fatos acontecessem. E os fatos estão aí para quem quiser ver: bandas, shows e afins. Mas antes de tudo, há sempre um início.
E este início foi o que aconteceu no dia 10/01/04. Neste fatídico dia (que era um sábado, provavelmente), toquei pela primeira vez com outra pessoa (grande Casali). Dali pra frente, aquele seria lembrado com muito carinho por mim como o primeiro ensaio da minha vida. Naquela tarde de sábado ensolarado, enquanto todos os outros adolescentes da cidade curtiam o sol caminhando no parque ou tendo vida social, nós dois estávamos na quente garagem da minha casa, camisa preta de banda, tocando "Paranoid" do Black Sabbath e "The Unforgiven" e "Enter Sandman" do Metallica.
Sim, saímos tocando três músicas de cara já. Não sei se isso hoje é algo incrível, mas no dia foi.
Foi nesse dia também que aconteceu algo que moldou minha personalidade. Volta e meia, o Casali errava algo na guitarra e eu parava de tocar. Depois disso acontecer umas duas ou três vezes, meu querido guitarrista proferiu a primeira sentença que mudaria minha vida:
- "Tu não pode parar de tocar quando alguém erra. Se alguém perde o tempo da música, se guia de novo para entrar escutando a bateria".
Naquele momento já captei a mensagem. Dali a pouco porém, era a minha vez de interromper a música e pedir, na maior ingenuidade:
- "Tá, e se eu erro?".
Foi aí então que Casali, no alto de sua sabedoria, proferiu a frase que realmente define meu estilo de tocar até hoje:
- "Se o baterista errar, todo mundo pára e bate nele."
Depois daquilo, nunca mais errei...
Enfim, essa parceria, acrescida do resto da banda - Rafa, Edu, Arthur e Luiza - formou a Remasters (menção honrosa pro Mucão e pro Cutrina), que em novembro de 2004 debutou no palco (ou seria no ginásio?) do São Carlos. Tocamos "Rock das Aranhas", do Raul Seixas, "Dyer Maker", do Led Zeppelin, "That Thing You Do, do The Wonders e "Twist And Shout", dos Beatles. Um belo início, diga-se de passagem!
Tocamos mais uma vez em uma apresentação do colégio da minha tia um mês depois (a qual a gravação nunca foi vista, sendo que deve valer milhões no mercado negro hoje em dia). Nesse show adicionamos ao repertório "N.I.B." do Black Sabbath, "Born To Be Wild", do Steppenwolf e "Living After Midnight", do Judas Priest. E um quase cover de "O Meu Chapéu Tem Três Pontas" (teria sido engraçado).
Mas foi só. As adversidades da vida, os gostos e preferências, os comunistas, vários são os fatores que podem ter definido o fim da banda. Mas o importante é o que espírito de ter banda permaneceu naqueles seis jovens, de uma maneira ou outra (bonito isso). Me lembro principalmente de ter feito uma promessa junto com o Casali, de que até os 20 anos gravaríamos um CD, assim como o Metallica fez na gravação do Kill 'Em All, em que todos tinham 20 aninhos.
O que me leva de volta ao dia 10/01. Ontem a tarde, pela primeira vez na vida reuni-me com uma banda com o único propósito de fazer música própria. Eu, Renato, Cris, Ale e o Taylor, a Os Valdo's, nos reunímos na sala do Cris, instrumentos a mão, letras no caderninho, e ficamos lá, nos remoendo a tarde inteira. O resultado foi gravado em vídeo, o qual eu logo ponho aqui, assim que enviado e editado (e assim que alguém me ensine a como colocar vídeos aqui). Mas o importante foi que finalmente realizei essa experiência.
Creio que é sonho de todo músico fazer música própria (era o meu, pelo menos) e, por mais árduo que tenha sido, vale a pena. Ver suas idéias e sua letra ser convertida em canção é algo simplesmente f***. E isso ter acontecido no dia do meu primeiro ensaio não só carrega um simbolismo grande como me leva a crer que sim, eu ainda vou me dar bem fazendo isso.
E quando eu tiver dúvida ou vontade de parar, é só eu me lembrar da velha lição que me foi ensinada naquele 10/01 distante...
- "Se o baterista errar, todo mundo pára e bate nele."
E eu não tenho motivos pra errar... Tenho?
=D
No saudoso dia 04 de dezembro de 2003, ganhei a minha bateria. O que se seguiria depois daquilo - além de ficar um ano inteiro trabalhando de grátis pra conseguir pagar ela - eu só descobriria na medida em que os fatos acontecessem. E os fatos estão aí para quem quiser ver: bandas, shows e afins. Mas antes de tudo, há sempre um início.
E este início foi o que aconteceu no dia 10/01/04. Neste fatídico dia (que era um sábado, provavelmente), toquei pela primeira vez com outra pessoa (grande Casali). Dali pra frente, aquele seria lembrado com muito carinho por mim como o primeiro ensaio da minha vida. Naquela tarde de sábado ensolarado, enquanto todos os outros adolescentes da cidade curtiam o sol caminhando no parque ou tendo vida social, nós dois estávamos na quente garagem da minha casa, camisa preta de banda, tocando "Paranoid" do Black Sabbath e "The Unforgiven" e "Enter Sandman" do Metallica.
Sim, saímos tocando três músicas de cara já. Não sei se isso hoje é algo incrível, mas no dia foi.
Foi nesse dia também que aconteceu algo que moldou minha personalidade. Volta e meia, o Casali errava algo na guitarra e eu parava de tocar. Depois disso acontecer umas duas ou três vezes, meu querido guitarrista proferiu a primeira sentença que mudaria minha vida:
- "Tu não pode parar de tocar quando alguém erra. Se alguém perde o tempo da música, se guia de novo para entrar escutando a bateria".
Naquele momento já captei a mensagem. Dali a pouco porém, era a minha vez de interromper a música e pedir, na maior ingenuidade:
- "Tá, e se eu erro?".
Foi aí então que Casali, no alto de sua sabedoria, proferiu a frase que realmente define meu estilo de tocar até hoje:
- "Se o baterista errar, todo mundo pára e bate nele."
Depois daquilo, nunca mais errei...
Enfim, essa parceria, acrescida do resto da banda - Rafa, Edu, Arthur e Luiza - formou a Remasters (menção honrosa pro Mucão e pro Cutrina), que em novembro de 2004 debutou no palco (ou seria no ginásio?) do São Carlos. Tocamos "Rock das Aranhas", do Raul Seixas, "Dyer Maker", do Led Zeppelin, "That Thing You Do, do The Wonders e "Twist And Shout", dos Beatles. Um belo início, diga-se de passagem!
Tocamos mais uma vez em uma apresentação do colégio da minha tia um mês depois (a qual a gravação nunca foi vista, sendo que deve valer milhões no mercado negro hoje em dia). Nesse show adicionamos ao repertório "N.I.B." do Black Sabbath, "Born To Be Wild", do Steppenwolf e "Living After Midnight", do Judas Priest. E um quase cover de "O Meu Chapéu Tem Três Pontas" (teria sido engraçado).
Mas foi só. As adversidades da vida, os gostos e preferências, os comunistas, vários são os fatores que podem ter definido o fim da banda. Mas o importante é o que espírito de ter banda permaneceu naqueles seis jovens, de uma maneira ou outra (bonito isso). Me lembro principalmente de ter feito uma promessa junto com o Casali, de que até os 20 anos gravaríamos um CD, assim como o Metallica fez na gravação do Kill 'Em All, em que todos tinham 20 aninhos.
O que me leva de volta ao dia 10/01. Ontem a tarde, pela primeira vez na vida reuni-me com uma banda com o único propósito de fazer música própria. Eu, Renato, Cris, Ale e o Taylor, a Os Valdo's, nos reunímos na sala do Cris, instrumentos a mão, letras no caderninho, e ficamos lá, nos remoendo a tarde inteira. O resultado foi gravado em vídeo, o qual eu logo ponho aqui, assim que enviado e editado (e assim que alguém me ensine a como colocar vídeos aqui). Mas o importante foi que finalmente realizei essa experiência.
Creio que é sonho de todo músico fazer música própria (era o meu, pelo menos) e, por mais árduo que tenha sido, vale a pena. Ver suas idéias e sua letra ser convertida em canção é algo simplesmente f***. E isso ter acontecido no dia do meu primeiro ensaio não só carrega um simbolismo grande como me leva a crer que sim, eu ainda vou me dar bem fazendo isso.
E quando eu tiver dúvida ou vontade de parar, é só eu me lembrar da velha lição que me foi ensinada naquele 10/01 distante...
- "Se o baterista errar, todo mundo pára e bate nele."
E eu não tenho motivos pra errar... Tenho?
=D
4 comentários:
Apesar de não ter banda (pelo simples fato de não ter talento musical algum) adoro saber e acompanhar a gurizada que tem, então Sam, coloca logo aqui!
Beijos
só por favor..
não inventem músicas do tipo "que beijinho dooooce, que ele teeeeem. depois que beijei ele nunca mais ameeeei ninguéémm"
a gente sabe que tu tem talento.
e eu tenho charge ¬¬
sucesso!!!
Apesar de ter tocado pouquíssimas vezes com o cometa ( 1 p ser mais exato) e com uma acústica terrível, dá pra ver que o garoto tem futuro XD
Sucesso amigo nerd e que a força esteja com você
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